Desafios da terapia Ocupacional no RN serão debatidos na Assembleia do POVO

Crédito da Foto: Eduardo Maia
A Assembleia Legislativa promove nessa terça-feira (15), uma audiência pública com o tema “Centenário da Terapia Ocupacional: desafios e perspectivas no RN. O debate é uma iniciativa do deputado Hermano Morais (MDB) e acontece a partir das 14h, no auditório da Casa Legislativa, reunindo entidades relacionadas ao tema.

“Em 2018, a Terapia Ocupacional completa 100 anos de criação, no entanto, a profissão ainda não foi regulamentada. Sob esse cenário, e tantos outros desafios e preocupações da categoria, propomos essa audiência para debatermos esse tão relevante assunto junto à sociedade potiguar”, justifica Hermano.

Segundo explica o parlamentar, a Terapia Ocupacional é uma profissão essencial, “que atua e contribui fortemente em diversos aspectos e segmentos populacionais, como educação, gerontologia, psiquiatria e saúde mental, reabilitação funcional e profissional, reintegração social, entre outras”.

Um dos pilares da profissão é a utilização das diferentes propriedades presentes nas atividades humanas como recurso terapêutico para desenvolver, restaurar ou ampliar as capacidades funcionais das pessoas. O objetivo de sua ação é encontrar meios para que as pessoas alcancem sua autonomia, independência e utilizem ao máximo suas potencialidades.

Leia Mais

Semana da Cidadania LGBT tem programação a partir de quarta

Semana da Cidadania LGBT tem programação a partir de quarta

Lei dos vereadores Dickson Júnior e Natália Bonavides foi aprovada em 2017 e acontecerá sempre em maio

A População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de Natal terá, pela primeira vez, uma programação exclusivamente voltada a dar visibilidade as suas lutas e desafios. Trata-se da Semana da Cidadania LGBT, que terá seu ponto alto na quinta-feira, 17 de maio, resultado de uma Lei aprovada no dia 5 de dezembro do ano passado, de autoria do vereador Dickson Junior (PSDB) e co-autoria da vereadora Natalia Bonavides (PT).

Sancionada pela prefeitura no dia 26 de dezembro de 2017, a Lei 6.753 vira realidade após audiência pública realizada, em junho, por Dickson, e várias reuniões seguintes com participação dos mandatos dele e de Natalia e representantes dos órgãos públicos municipais e movimentos sociais.

A Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social se comprometeu a fazer debates descentralizados nos CRAS (Centros de Referência em Assistência Social) durante todo o mês de maio. Já a Secretaria de Esportes realiza, nesta quarta-feira, 16, um Torneio de Vôlei Inclusivo no Palácio dos Esportes.

À Secretaria Municipal de Defesa Social, ficou a responsabilidade do evento mais abrangente, que acontecerá na quinta-feira (17), dia em que a OMS (Organização Mundial da Saúde) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças (1990) e Dia Internacional de Combate à Homofobia.

O I Workshop de Políticas Públicas para promoção da cidadania da População LGBT, no âmbito de Natal, acontecerá no IFRN da Cidade Alta, durante toda a manhã. Além de abertura, por volta das 8h, com apresentação cultural, o evento terá a Mesa “Desafios e perspectivas do segmento LGBT no âmbito do Município de Natal”, debate com os participantes, divisão dos grupos de trabalho e plenária para apresentação dos trabalhos.

“É muito bom quando vemos que nosso trabalho tem desdobramentos e atinge objetivos. Essa Lei foi construída com os movimentos LGBT a partir de uma audiência pública e tenho certeza que esses primeiros eventos serão um marco na luta da população LGBT de Natal. Espero que a cada ano essa programação cresça e, em breve, atinja nossa meta maior que é o fim da violência, do preconceito e de discriminações na nossa sociedade”, declara Dickson.

FOTO: Elpídio Júnior

 

Leia Mais

Interligação entre violência e saúde mental é tema de debate na Assembleia do Povo

Crédito das Fotos:  Ney Douglas
Em audiência pública proposta pela deputada Cristiane Dantas (PPL), o tema “Violência gerando transtorno mental” foi debatido na tarde desta segunda-feira (14), na Assembleia Legislativa. A discussão aconteceu, principalmente, em torno das graves consequências que a violência tem gerado à saúde mental e à qualidade de vida da população em geral, vítima da insegurança, como também aos agentes de Segurança Pública, constantemente expostos ao perigo no exercício da profissão.

“A relação entre violência e doença mental é direta e constitui um sério problema de Saúde Pública. Conviver numa condição de iminentes ameaças pode provocar transtornos mentais, como ansiedade, síndrome do pânico, depressão e intenção suicida”, esclareceu Cristiane Dantas.

Para a parlamentar, a questão norteadora do debate seria “o que é possível fazer para prevenir e buscar soluções eficazes no sentido de minimizar os danos da violência, estresse e ansiedade à saúde mental das pessoas”.

A representante da Associação de Psiquiatria do RN, Dra. Patrícia Cavalcanti, relatou que as consequências do crescente clima de insegurança no Estado são constantemente percebidas nos consultórios e ambulatórios.

“A população está sendo cada vez mais acometida por transtornos relacionados à sensação de vulnerabilidade causada pela violência. Essas doenças mentais, a exemplo da depressão e do transtorno de estresse pós-traumático, já atingem 10% dos potiguares. Isso acaba gerando faltas ao trabalho, afastamentos, maior uso de álcool e drogas e aumento da própria violência, devido à irritabilidade constante”, revelou a psiquiatra.

A médica abordou ainda algumas maneiras de se prevenir tais males. “Primeiro vem a prevenção à violência. É preciso melhorar a Segurança Pública, e uma das formas de se fazer isso é dando melhores condições de trabalho aos policiais. Depois vem o acolhimento às vítimas e a tentativa de evitar que elas passem por novos eventos traumáticos. Em terceiro lugar, vem o tratamento adequado e com profissional capacitado”, informou.

Segundo o Diretor Técnico do Hospital Psiquiátrico São Camilo, localizado em Mossoró, Daniel Lima Sampaio, cada vez mais pessoas vem tentando suicídio no RN. “A ponte Newton Navarro aparece direto nos noticiários, não pela sua beleza arquitetônica, mas pelos crescentes casos de tentativa de suicídio”, exemplificou o diretor.

Já Paoulla Maués, delegada e presidente da ADEPOL (Associação dos Delegados de Polícia Civil), informou que os agravos de saúde mental têm sido determinantes para os afastamentos de agentes de segurança pública no RN. “No ano passado, a polícia civil teve 375 licenças relacionadas a saúde mental, um impacto de 30% do efetivo”, esclareceu.

“O papel da ADEPOL nesta audiência é também o de voltar a atenção da população aos profissionais da Segurança e dizer que precisamos de cuidado mental e físico, porque somos nós que cuidamos de vocês o tempo todo”, argumentou a delegada.

A educadora física e idealizadora do projeto social “Mais Vida”, Leila Maia, contribuiu como defensora da atividade física para melhorar a qualidade de vida não só dos policiais, mas de toda a população.

“Se as pessoas não encontrarem uma maneira de externar o estresse através do exercício físico, será no álcool, na comida, em seus familiares. A atividade física é importante não só para a saúde corporal, mas principalmente mental e espiritual”, argumentou Leila.

A respeito do seu projeto social, Leila disse que o programa “Mais Vida” teve, em sua primeira temporada, 150 participantes. “Durante 30 dias, nós realizamos atividades físicas diversificadas, trilhas ecológicas e ações de melhoria de saúde física e mental. Havia pessoas prestes a cometer suicídio, mas que hoje estão mais equilibradas e, inclusive, ajudam outras através de projetos voluntários”.

Por fim, o psiquiatra Emerson Nunes, Diretor Médico do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), relatou a importância de a população ir atrás e usufruir dos serviços médicos que tem à disposição, na área da saúde mental, seja nos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), seja nos Postos de Saúde.

“Além de abrir portas para novos convênios e atendimentos, precisamos garantir o acesso da população aos serviços que já existem. É preciso que se busque mais ajuda. Temos que aumentar a interlocução, para que a violência não maltrate mais ainda nossa população”, concluiu Dr. Emerson.

Leia Mais