Temer viveu angústia de três horas até receber confirmação da morte de Teori

Michel Temer, durante solenidade no Supremo Tribunal Federal

O presidente Michel Temer viveu ao menos três horas de agonia antes de se pronunciar formalmente, por volta das 19h30, sobre a morte do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki. Ele decretou luto de três dias em homenagem ao magistrado, a quem classificou como “impecável”.

Ainda durante a tarde Temer havia recebido um telefonema de um juiz auxiliar do magistrado, que informava sobre o desaparecimento de sua aeronave e pedia ajuda. O presidente estava com um senador, em audiência.
Desligou o telefone. “Ai meu Deus, não acredito”, disse. E passou às providências práticas.

Temer acionou o comandante da Aeronáutica, Nivaldo Rossato, e ordenou que ele acompanhasse pessoalmente o caso, dando informes sobre sua evolução.

Decidiu não travar a agenda oficial sem uma confirmação da morte, e participou, visivelmente consternado, de uma solenidade com embaixadores. Durante o evento, recebeu informações sobre as buscas por Teori.

A confirmação do que ele chamou depois de um “doloroso acontecimento” só chegou mais tarde, pelo Ministério da Defesa, quando Temer já estava em seu gabinete. “O luto é uma homenagem modesta a quem sempre serviu à classe jurídica, aos tribunais e ao povo brasileiro”, disse no pronunciamento.

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