Morre Shimon Peres, Nobel da Paz e presidente de Israel de 2007 a 2014

Décadas mais velho do que o próprio Estado que passou a representar, como ícone político e patrono da paz, Shimon Peres, morreu nesta terça-feira (27) –madrugada de quarta em Israel–, aos 93 anos. Ele foi premiê de Israel por três vezes nos anos 70, 80 e 90 e presidente entre 2007 e 2014.

A informação da morte de Peres, que estava no hospital há duas semanas, foi confirmada pela agência de notícias oficial do governo de Israel.

Ele deixa como rastro um longo caminho durante o qual ocupou cargos em diferentes níveis, governos e ideologias, construindo uma imagem complexa de si mesmo.

Baz Ratner/Reuters
Former Israeli President Shimon Peres (C) arrives to deliver a statement to the media as he is discharged from a hospital near Tel Aviv, January 19, 2016. The 92-year-old former prime minister and president successfully underwent minor surgery for a constricted artery that had caused chest pain on January 14, officials said. REUTERS/Baz Ratner ORG XMIT: GGGJER13
O ex-presidente de Israel Shimon Peres, 93, ao deixar o hospital em janeiro deste ano

Para a memória mais imediata, principalmente na das gerações recentes, Peres se coloca entre os pacificadores e líderes carismáticos. Ele fundou um centro para a promoção da tolerância que leva seu nome e inclui, em seu currículo, um Nobel da Paz recebido em 1994 pelas negociações que levaram aos Acordos de Oslo.

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Novo texto da repatriação tira trava que impedia condenados de aderir ao programa

POR PAINEL DA FOLHA…

Anistia 2.0 – Após a tentativa de livrar alvos da Lava Jato envolvidos em caixa dois, a Câmara prepara mais uma. O projeto que altera a Lei de Repatriação, cujo texto foi distribuído a líderes nesta terça (27), permite a inclusão de condenados por crimes como lavagem e sonegação entre os beneficiários. Pela regra atual, eles não podem aderir ao programa, que legaliza recursos mantidos fora do país. Caso o texto seja aprovado, basta que o valor a ser repatriado não seja o objeto da condenação.

Supersimples – Um apartamento fruto de sonegação que resultou em condenação não poderá ser legalizado, mas, se além disso a pessoa tiver uma conta na Suíça, o dinheiro fica livre para o programa, diz um deputado.

Reforço – As alterações foram discutidas com integrantes do Planalto e com Rodrigo Maia (DEM-RJ). A intenção, de acordo com parlamentares, é dar segurança jurídica a quem aderir ao programa e alavancar a arrecadação com os recursos repatriados.

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