Faustão desabafa, ataca gestão Temer e critica exclusão de educação física

O apresentador Fausto Silva, o Faustão, criticou durante seu programa ao vivo na TV Globo neste domingo (25) o projeto de reforma do ensino médio anunciado pelo governo Michel Temer (PMDB) na semana passada. “A educação física os caras iam tirar. Essa porra desse governo nem começou, não sabe se comunicar e já faz a reforma sem consultar ninguém”, disse Faustão.

O apresentador fez os comentários enquanto falava sobre os Jogos Olímpicos com o ginasta Diego Hypólito, prata no Rio e que estava no estúdio.

“Então, o país que mais precisa de educação faz uma reforma com cinco gatos pingados que não entende porra nenhuma, que não consulta ninguém e aí, de repente, tira a educação física, que é fundamental na formação do cidadão”, disse Faustão, para aplausos dos presentes no estúdio.

“Aí, quando você percebe, um país como esse, que tem uma saúde de quinta [categoria], não tem segurança, não tem emprego, não tem respeito a profissões básicas. O país que não respeita professor, pessoal da polícia e pessoal da área de saúde e um país que não oferece o mínimo ao seu cidadãos”, completo o apresentador.

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‘Lula vive momento delicado, não jogarei pedra’, diz Fernando Henrique

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista à Folha

Em entrevista à Folha de São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso evitou fazer juízo de valor sobre o destino de seu sucessor, o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva –que nesta semana virou réu pela segunda vez na Operação Lava Jato.

FHC disse que o assunto é da Justiça e que não quer “jogar pedra” no petista.

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*Folha – O sr. assistiu ao julgamento de Dilma Rousseff
Fernando Henrique Cardoso – Eu a vi falando. Acho que se defendeu bravamente, como podia. Foi até mais clara no falar do que é geralmente.

O problema é que não querem enfrentar a realidade. Apesar de todos os floreios para evitar a questão central, houve efetivamente arranhões à Constituição. Houve emissão de despesa sem autorização do Congresso.

Durante algum tempo o sr. não teve segurança de que era o suficiente…
Não. Foi o mesmo com o [Fernando] Collor. O impeachment é sempre traumático, tirar alguém que foi votado. E, enquanto a população não se convence de que esse alguém esgotou sua chance…

Fiz o mesmo com o Collor, custei muito a aceitar. Sempre achei que Dilma, pessoalmente, não se meteu em tramoia. Agora, se ela tem ou não responsabilidade nas tramoias, responsabilidade política, já é outra coisa.

O que achou da decisão de fatiar o julgamento de Dilma?
Visivelmente contra a Constituição. Não sei como o Supremo vai descalçar essa bota. [Acho que] Não vai. Vai dizer que é soberania do Senado.

Mas o ministro do Supremo [Ricardo Lewandowski] não teve nem o cuidado de submeter ao Congresso a questão. O que é isso? É um pouco do espírito de conciliação brasileiro. Um “jeitinho”.

E a denúncia do ex-presidente Lula? Assistiu?
Vi partes. O Ministério Público, ao tentar mostrar que o Lula era o responsável maior, obscureceu a outra questão, que é a mais importante: houve ou não crime de favorecimento pessoal?

Se ele foi o responsável maior, não é ponto de partida, é ponto de chegada. Isso não diminui a necessidade de responder a outro quesito: houve desvio de finalidade dos recursos?

Antes, o sr. havia se recusado a falar sobre o assunto…
Disse que preferia não entrar no assunto. Ele vive um momento delicado, e não acho que corresponda a mim, que fui presidente e o conheço de outras épocas, agravar. Isso, agora, é a Justiça quem vai ter que decidir. Não quero jogar pedra no Lula.

Há tensão entre diversas instituições: Judiciário, Congresso, Ministério Público. É possível uma crise institucional?
Não creio. O problema que temos é o seguinte: Será que o nosso arranjo –Executivo, Congresso, Judiciário, Ministério Público– está funcionando?

Após 1988 metade dos eleitos sofreu impeachment, e, saltando o regime militar, só [Eurico] Dutra e Juscelino [Kubitschek] escaparam de um final tormentoso. Tem algo inquietante.

O Congresso tem muita força. A Constituição é quase parlamentarista. Por quê? Porque ela era quando foi escrita. Depois, quando foi derrotada a emenda, não houve rebalanceamento.

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Vilma aumenta ritmo de campanha pra levar Marcia para o 2º turno

Candidata a vereadora, Vilma de Faria aumentou sua participação nas mobilizações da campanha de Marcia Maia à prefeitura de Natal nesta reta final. Neste sábado (24), após realizar seu “Bandeiraço da Vitória”, na frente do Midway, ela participou da “Caravana 45” por Soledade I, Colinas do Potengi, Parque Nova Floresta e Santarém, em um percurso de mais de 10 quilômetros.

“Mesmo com pouco tempo de campanha, estamos conseguindo ir a várias comunidades, principalmente as mais carentes, e em todas estamos sendo recebidos com muita animação. Isso acontece porque a população está insatisfeita com a atual administração e confia na nossa experiência para ajudar Marcia a fazer uma grande gestão. Essa sinalização das ruas nos dá a certeza de que estamos muito próximos do segundo turno”.

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