Fátima convida população para movimento contra impeachment no próximo dia 16

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Em discurso no plenário, nesta terça-feira (8), a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) disse que o pedido de impeachment, da forma como está sendo conduzido, sem embasamento legal e jurídico, está revoltando a sociedade brasileira. “Impeachment é algo legal, está previsto na Constituição. Agora, impeachment sem embasamento legal, sem embasamento jurídico, é golpe, é tentativa de ruptura democrática; é tão grave, é tão revoltante, é tão monstruoso que a sociedade está se levantando”, disse.

A senadora destacou o grande ato contra o golpe, organizado pela CUT, UNE, MTST e outros movimentos sociais, no próximo dia 16, em defesa do governo da Presidenta Dilma Rousseff e da democracia. “ É o dia em que, mais uma vez, os homens e as mulheres de bem deste país irão às ruas para manifestar repúdio ao processo de impeachment. Golpe, pelo amor de Deus, nunca mais! Contamos com todos aqueles que têm apreço e zelo pela democracia, para formarmos uma frente forte, em defesa da legalidade democrática e para garantir a soberania popular, respeitando os 54 milhões de votos que a Presidenta Dilma teve”, afirmou.

Para a senadora, o gesto autoritário do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, no final da tarde de ontem, ao alterar a forma de escolha dos membros da Comissão de Impeachment, é arbitrário e próprio de quem não tem respeito pelas instituições democráticas. “Na tentativa de salvar a própria cabeça, esse homem agora atira contra o Regimento Interno da Câmara dos Deputados e, principalmente, contra a Constituição cidadã. Isso é um insulto às instituições democráticas e à própria democracia. É a demonstração cabal de que esse homem não tem o mínimo apreço pelos votos que os eleitores conferiram a cada Parlamentar”, criticou.

Fátima ressaltou ainda que Cunha não tem legitimidade moral para conduzir os trabalhos da Câmara, por estar ele envolvido em inúmeras e graves denúncias. “Ele está atolado até o pescoço e o Brasil inteiro sabe. Está lá respondendo a processo disciplinar no Conselho de Ética porque mentiu aos seus pares. Foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, que o acusa de ocultação de bens, que o acusa de lavagem de dinheiro, que o acusa de desvio de recursos para o exterior”, salientou.

Fátima lembrou que a presidenta Dilma, contra quem não pesa nenhuma acusação por ter cometido crimes, defende que o Congresso se posicione rapidamente sobre o pedido de impeachment, para que o país possa voltar à estabilidade. “O Congresso Nacional tem que ter respeito para com o País, um mínimo de respeito, um mínimo de sensatez. Vamos apreciar o pedido. Nós temos a convicção de que esse processo nem será aberto, que sequer chegará ao Plenário do Senado, porque o bom senso e a justiça irão prevalecer. Nós temos não só esperança, mas temos muita confiança de que esse pedido vai morrer na Câmara, que ele será arquivado lá, porque este deve ser o seu destino”, disse.

Fátima citou as várias manifestações contra a abertura do processo de impeachment, como o movimento Golpe Nunca Mais, lançado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino, pelo ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, e pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, que faz uma alusão ao projeto Brasil Nunca Mais, que denunciou crimes cometidos pela ditadura militar no nosso País. Também destacou o apoio que a presidenta Dilma recebeu de mais de 30 juristas renomados, que garantem que não há nenhuma base jurídica para a abertura de processo de impeachment contra Dilma.

Fátima mencionou ainda a nota que a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) divulgou nesta segunda-feira, denunciando a tentativa de golpe contra o governo democraticamente eleito da presidenta Dilma. “Nunca é demais ressaltar o valor que tem nossa democracia e que, em regimes democráticos, a escolha e a substituição dos governantes ocorre pelo voto popular, pela urna e não por manobras, por caminhos tortuosos, espúrios como os caminhos do tapetão. Mas esse golpe não passará porque a população vai às ruas em defesa da nossa Constituição. Golpe neste país nunca mais”, reiterou.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Agripino: carta de Temer marca ruptura do PMDB com o governo

Agripino na Câmara

Para o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN) a carta enviada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, à presidente Dilma Rousseff, na qual reclama da desconfiança em relação a ele e ao PMDB e na qual se queixa de ter sido “menosprezado” pela petista, representa a ruptura oficial do partido com o governo.

“A carta de Temer é a clara ruptura do vice-presidente com Dilma e a ruptura do PMDB oficial com o governo do PT”, declarou o senador.

O senador potiguar avaliou ainda que o momento deve ser de união das oposições, dos partidos em geral e da sociedade para dar seguimento ao processo de impeachment no Congresso Nacional.

Já o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) afirmou que a carta de Temer é uma declaração a favor do impeachment de Dilma.

“Houve uma posição sem rodeios, onde expõe, além da incapacidade administrativa, a falta de apoio político da presidente. O foco principal do Democratas é tirar o país dessa situação. Dilma perdeu todas as condições de continuar. Mas o Democratas só vai discutir apoio a nomes depois que o impeachment for sacramentado”, afirmou Caiado.

Foto: Mariana Di Pietro

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Oposição consegue protocolar chapa avulsa à comissão do impeachment

Com informações da Folha de São Paulo 

Com 39 nomes, os partidos de oposição e dissidentes da base governista protocolaram pouco antes das 14h desta terça-feira (8) uma chapa avulsa de indicados para compor a comissão que irá debater o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O mínimo estabelecido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para a participação de uma chapa oposicionista é de 33 deputados federais. Segundo as siglas de oposição, irão compor o grupo parlamentares favoráveis ao “Fora, Dilma” do PSDB, DEM, PPS, SD, PMDB, PSD, PP, PTB, PHS e PRB.

O plenário da Câmara irá decidir, possivelmente em votação secreta, qual chapa será usada para compor a comissão: esta ou a elaborada pelos líderes dos principais partidos governistas.

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Caixas eletrônicos de agência bancária no Tirol são violados

Informações: Portal BO
Informações: Portal BO

Dois caixas eletrônicos da agência bancária do banco do Brasil, localizada na Avenida Afonso Pena, no bairro Tirol foram violados na madrugada desta terça-feira (08). De acordo com a polícia os suspeitos fugiram em um veículo sem levar o dinheiro dos dispositivos.

Segundo o registro feito no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, o fato ocorreu por volta das 4h, cerca de três homens chegaram em um veículo tipo Fiat Uno e usaram um maçarico para retirar parte da chapa de ferro dos dois caixas. A operação criminosa não foi completada devido o acionamento do alarme da agência que despertou a atenção de quem passava no local.

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MP e PF realizam operação contra grupos de extermínio na grande Natal

A Polícia Federal com o apoio do Ministério Público realizam na manhã desta terça-feira (08), a operação “Thanatos”, que visa desarticular grupos de extermínio que agem em Natal e na grande Natal. Cerca de 165 agentes cumprem 25 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão, alguns dos mandados contra policiais militares.

De acordo com a assessoria da Polícia Federal o nome “Thanatos” é uma alusão ao Deus da morte da mitologia Grega. O alvo da operação são pistoleiros (pessoas contratadas para matar) e policiais militares do Estado do Rio Grande do Norte. Uma coletiva de imprensa está marcada para as 11h, na sede da Polícia Federal, no bairro Lagoa Nova onde a operação será detalhada.

Com informações do Portal no Ar

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Temer escreve carta em tom de desabafo a Dilma; entenda o clima político

Informações: Folha de São Paulo
Informações: Folha de São Paulo

Com termos duros, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) enviou uma carta ao gabinete de Dilma Rousseff na qual afirma que sempre teve “ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB”. Ele diz que passou os primeiros quatros anos de governo como “vice decorativo”.

Temer começa dizendo que a palavra voa, mas o escrito fica. Por isso, diz, preferiu escrever. Avisa então que está fazendo um “desabafo” que deveria ter feito “há muito tempo”. Na avaliação de amigos do vice, a carta representa o rompimento com a presidente Dilma, apesar de o peemedebista não querer dar esta conotação ao documento.

Temer demonstra profundo incômodo com declarações e ações de Dilma, de seu governo e de seus aliados sobre a “confiança” que devotam a ele. “Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade”, escreve. “Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.”

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