Fernando Mineiro fala sobre segurança pública: “É uma crise permanente e que não vai ser resolvida rapidamente”

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Um raio-x de como o líder do governo ver as questões ligadas a Segurança Pública. Esse é o tema central da entrevista que o blog realizou com Fernando Mineiro na manhã de hoje. “O que o Governo está fazendo é contornar a crise da destruição dos presídios, atuando nisso há um mês, que estão dessa forma desde os governos passados”, explicou Mineiro. Confira a entrevista.

Márlio Forte – Como está o governo?

Fernando Mineiro – Enfrentando desafios e demandas, de acordo com aquilo que ele (o governo) se propôs a fazer, de uma maneira firme e decidida, como penso que deve ser. Temos muitos problemas, muita energia do governo está sendo usada para apagar fogo, devido a problemas que vão se acumulando de várias gestões, mas como o próprio governador diz, temos que fazer uma gestão sem olhar para o retrovisor, sempre vendo o que deve e pode ser feito pela equipe dele.

MF – O blog percebe que Robinson não espera acontecer, ele faz. Mesmo sendo ações pequenas, mas elas são visíveis, diferentemente das gestões anteriores. Como o senhor ver isso?

FM – Isso é um novo estilo de gestão do governador. Ele usa toda a sua equipe em busca das soluções, impedindo que os problemas cheguem a explodir. Evidentemente tem situações que fogem do controle, até pelo histórico e pelo completo abandono, como a crise do Sistema Penitenciário. Nós temos uma crise permanente que necessita de ações articuladas com o Executivo, Legislativo, Judiciário e a Sociedade Civil, todos juntos para que se trate essa temática. O sistema tinha sido abandonado e todos tinham dado às costas durante décadas e hoje ele explode. Mais uma vez tivemos uma fuga na maior penitenciária do Estado que foi destruída pelo tempo. É uma crise permanente e que não vai ser resolvida rapidamente. Isso exige uma busca de soluções, de um projeto do governo com outros órgãos e assim vamos tentando apagar os incêndios.

MF – Quantos apenados fugiram dessa vez ?

FM – Tivemos a informação que foram uns 30, mas ainda não tenho informações exatas sobre isso, ainda estão sendo levantas informações a respeito disso. O Governo está buscando prender esses fugitivos. Isso é um grave problema para o Governo e toda a sociedade, pois é um caldeirão em ebulição permanente. O que o Governo está fazendo é contornar a crise da destruição dos presídios, atuando nisso há um mês, que estão dessa forma desde os governos passados. O Estado tem buscado o apoio do Governo Federal para liberação de recursos e buscar junto com todos os envolvidos uma resposta para essa situação.

MF – Sabemos que esse presídio foi construído em meio a dunas o que não favorece tanto a sua segurança. Existe alguma perspectiva para a construção de outro presídio, que seja mais seguro?

FM – Primeiro, devemos levar em consideração a formação geológica do Estado, devemos entender que não pode ser levado em consideração se ele foi construído em meio a dunas ou não, até porque esse é meu ponto de vista, afinal não sou especialista nessa área. Eu acho que o problema não é esse, pois iremos encontrar muitos problemas se pensarmos assim.

MF – Na região oeste existe muito espaço e o solo chega a ser mais duro, o que pode inibir a construção de túneis…

FM – Eu não sou especialista nessa área e é a primeira vez que estou abordando por esse ângulo, que é da fragilidade que o presídio tem devido a sua localização. Como não sou especialista, não vou entrar nesses detalhes, mas para mim isso não é a causa do problema. Temos que construir presídios mais seguros independente do local que esteja. Ao mesmo tempo que a sociedade clama por mais presídios e cadeias, outra parte da sociedade não quer esses presídios em suas localidades. Como agora temos uma verba para construção de uma cadeia em Ceará-Mirim e a comunidade da cidade protestou contra a obra.

MF – Isso dificulta a construção…

FM – Sim, pois você tem o espaço pra construir, mas ele é uma localidade do município e ele vai se rebela. Isso torna a situação difícil. Temos que tentar equalizar a situação, de um lado temos a demanda de construção e do outro temos uma frente contra a construção. Isso mostra uma situação complexa, que não se resolve com desejo, mas com planejamento e um debate aprofundado.

MF – Como o governador viu essa última fuga?

FM – Muito preocupado, diante das diversas preocupações que ele tem com o Estado e buscando soluções que resolvam essas situações no Estado.

MF – Alguma medida de imediato foi tomada?

FM – Buscar capturar os fugitivos e recuperar o nosso sistema penitenciário.

MF – A Força Nacional permanecerá em nosso Estado?

FM – Não tem data definida. A decisão nacional é que eles permaneçam até quando o Estado necessitar. Então não tem data para isso.

MF – É verdade que a Força Nacional gasta 1,2 milhões de reais por mês em nosso Estado?

FM – Não tenho esses dados, mas isso pode ser levantado facilmente com o secretário de Justiça e Cidadania. Mas se estiver sendo usada essa quantia, ela está bem empregada.

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