Ricardo Motta: “Temos que ter um relatório técnico para saber onde é a melhor localidade para construir”

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O deputado Ricardo Motta aponta que a necessidade de um novo presídio deve ser mostrada por um relatório técnico: “Não adianta eu dizer que sou contra ou a favor, temos que ter um relatório técnico para saber onde é a melhor localidade para construir”. Para ele, a condição de Alcaçuz é “muito preocupante”.

Márlio Forte – Com os túneis, situação em Alcaçuz fica ainda pior. Como o senhor analisa essa situação?

Ricardo Motta – Muito preocupante. Mesmo com a presença da Força Nacional os bandidos estão mandando e desmandando. Com essas fugas em massa, temos que valorizar os agentes penitenciário, com um melhor salário, e aumentar o efetivo, que precisa de mais uns 500. Estamos prontos para ajudar. É uma situação muito preocupante.

MF – O Estado não pode contratar devido o limite de Responsabilidade Fiscal…

RM – Mas acontece que o Governo pode pagar diárias a Força Nacional e não pagar as diárias dos agentes penitenciários. Tem que sensibilizar o Governo e fazer o que deve e pode ser feito. Não podemos ficar do jeito que estamos. E a manutenção? Eu acho que não devemos fazer mais presídios, mas dá condições para que as pessoas que trabalham nos presídios e conter as fugas. Fazer análise do quadro técnico e a manutenção desses presídios. Essa é a nossa preocupação.

MF – O senhor é contra ou a favor da construção do presídio em Ceará-Mirim?

RM – Não adianta eu dizer que sou contra ou a favor, temos que ter um relatório técnico para saber onde é a melhor localidade para construir. Eu acho que que fazer o  presídio, mas temos que ter um estudo técnico. Não adianta fazer sem isso. As pessoas da comunidade de Mato Grande e as pessoas da cidade de Ceará-Mirim estão muito preocupadas. Então devemos ter um estudo técnico para essa construção.

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Brasileiro condenado por tráfico de drogas é executado na Indonésia

GULARTE

Com informações da Folha de S. Paulo

O brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, foi executado por fuzilamento no início da madrugada desta quarta-feira (29) na Indonésia –início da tarde de terça (28), no fuso do Brasil. A execução ocorreu na ilha de Nusakambangan, no interior indonésio.

O encarregado de negócios da Embaixada do Brasil em Jacarta, Leonardo Monteiro, que acompanhou o fuzilamento na ilha ao lado da prima de Gularte, Angelita Muxfeldt, afirmou que foi uma série de disparos por volta da 0h30 (horário local).

Cerca de 300 pessoas, entre jornalistas indonésios e estrangeiros, e curiosos locais estavam diante do porto de Wijayapura, que dá acesso à ilha de Nusakambangan. Longe do local de execuções, era o mais próximo a que os jornalistas podiam chegar. Um grupo contra pena de morte protestou no local.

Um funcionário indonésio da embaixada brasileira em Jacarta e uma ativista de direitos humanos se afastaram dos jornalistas e num canto do porto ouviram um “bam”. Uma única vez, sinal de que não foi necessário dar o tiro de misericórdia.

O corpo de Rodrigo será reconhecido por Monteiro e sairá direto da ilha em um comboio com Leonardo e Angelita rumo a Jacarta, onde o ficará em um hospital para iniciar os preparativos para envio ao Brasil.

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Vilma Batista: “O crime organizado quer enfrentar não somente o sistema penitenciário, mas todo o Estado”

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Presidente dos Agentes Penitenciários do RN, Vilma Batista, em entrevista ao blog, falou da nova fuga em Alcaçuz: “uma situação que há mais de 15 anos que, nós agentes penitenciários, vivemos alertando”. Para Vilma, é necessário arrumar todos os presídios.

Márlio Forte – Os presos de Alcaçuz agora estão fazendo túneis. E agora?

Vilma Batista – É uma situação que há mais de 15 anos que, nós agentes penitenciários, vivemos alertando: a que ponto que o sistema penitenciário chegou. Até então o caos era visto apenas pelos agentes, mas hoje o crime organizado quer enfrentar não somente o sistema penitenciário, mas todo o Estado.

MF – Caso a senhora fosse secretária de segurança, o que faria?

VB – Uma medida de emergência que eu faria seria colocar os presos em outro lugar para poder fazer a reforma, ou faria como foi feito no Espírito Santo: eles arrumaram containers, todos arejados, para abrigar os presos durante a reforma. Caso contrário ficará difícil fazer reformas nos presídios.

MF – Na sua opinião, haverá mais fugas?

VB – Com certeza. Da forma que está hoje, com os presos soltos e sem nenhum controle haverá mais fugas. Isso não somente em Alcaçuz, como nos demais presídios. Nós entregamos ao Governo do Estado reclamação, no sentido de que precisamos de algumas condições para entrar nos presídios, por isso pedimos a ajuda da Polícia Militar.

MF – A Força Nacional está fazendo o quê aqui afinal ?

VB – Boa pergunta. Nós encontramos a Força Nacional nas entradas dos presídios, assim como nós ficamos e a Guarda Externa também. O que nós solicitamos a Força Nacional é que ela faça rondas nos presídios, garantindo a segurança externa e a não fuga.

MF – A Força Nacional é a responsável pela guarda externa. Então eles não poderiam ter evitado a fuga?

VB – Eles não tiveram eficácia em seu trabalho. É necessário rever o trabalho que vem sendo feito pela Força Nacional.

MF – O presídio foi feito em dunas. O RN tem lugares de lajeiros como a região serrana no oeste  que dificultaria a construção de túneis e porque não planejaram isso antes para evitar esse tipo de situação?

VB – Uma falha pela acomodação dos gestores do sistema penitenciário. Ele [o presídio] é feito em cima de uma duna. Todo o pavilhão cinco da unidade, feito com base pré-moldada, está cedendo. Nesse caso sempre iremos sofrer com as condições do solo.

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Na gestão de Robinson, procura por Natal como destino turístico cresce 200%‏

De acordo com levantamento feito pela agência online de viagens Hotel Urbano, a procura pela capital potiguar, um dos destinos mais visitados no Brasil, cresceu 200% no comparativo do primeiro trimestre de 2014 com o mesmo período de 2015. Gramado, no Rio Grande do Sul, ficou em segundo lugar (190%) e Porto Seguro, na Bahia, ficou em terceiro (180%).

O secretário de turismo do Estado, Ruy Gaspar atribui esse aumento importante no fluxo de turistas no Rio Grande do Norte às medidas enérgicas tomadas pelo Governo ainda nos primeiros meses de administração, como a redução de 12% e de 9% no ICMS de Querosene de Aviação (QAV), ampliando a oferta de voos nacionais e internacionais, respectivamente. “Sem dúvida, essa corajosa atitude está fazendo toda a diferença para a conquista de avanços como esse apontado pelo Hotel Urbano, onde podemos ver Natal como um dos destinos mais buscados pelos turistas”, diz Gaspar.

O resultado após a redução do ICMS foi a conquista dos voos Buenos Aires/Natal e Campinas (SP)/Natal. E no último dia 25, a Azul Linhas Aéreas anunciou um novo voo direto Belo Horizonte-Natal, que representará um incremento de mais de R$ 10 milhões anuais ao nosso Estado. Com todos os voos até agora confirmados, já são mais de R$ 50 milhões.

“O cenário é altamente favorável para o turismo interno, já que o brasileiro tem por hábito aproveitar os feriados prolongados para viagens próximas ou de curta duração. Houve um aumento de pouco mais de 50% na procura por destinos nacionais nos primeiros três meses do ano, em relação ao mesmo período de 2014”, afirma Antônio Gomes, cofundador e diretor comercial do Hotel Urbano e grande parceiro da iniciativa privada.

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Senadora prestigia 15º Fórum da Undime no RN

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

A senadora Fátima Bezerra prestigiou nesta terça-feira (28) a abertura do 15º Fórum da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), seccional do Rio Grande do Norte. O evento ocorre até amanhã no Praiamar Hotel, em Ponta Negra. A parlamentar esteve acompanhada, na ocasião, do presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Idilvan Alencar; do secretário estadual de Educação, Chagas Fernandes; da presidente da Undime/RN, Edineide Barbosa; de prefeitos, secretários e gestores.

Ela avaliou que o tema do encontro – “As políticas e a gestão da educação: diretrizes, possibilidades e perspectivas” – reflete o momento de sintonização dos projetos regionais com o Plano Nacional de Educação (PNE).

“A Undime tem um papel fundamental na educação do presente e na educação futura do nosso país. Neste momento não será diferente com os desafios pela frente colocados pelo PNE”, frisou a senadora.

Este ano, as seccionais da Undime realizam os fóruns estaduais com o objetivo de se prepararem para o Fórum Nacional. É na etapa estadual que as seccionais devem eleger a diretoria executiva, o conselho fiscal e os membros que irão compor o colégio eleitoral pelos próximos dois anos. O Fórum Nacional está previsto para o mês de maio.

No RN, os gestores que participam do encontro terão disponíveis mesas de discussão que atuam em diversas frentes nos debates sobre educação pública e de qualidade. Os debates tratam das políticas e gestões da educação; percursos da educação integral; os desafios da nova escola, novo professor e novo aluno; o papel do FNDE no apoio às políticas municipais, entre outros.

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Tomba Farias destaca a chegada do Centro de Nefrologia à Santa Cruz

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

O deputado estadual Tomba Farias (PSB) destacou, durante sessão ordinária desta terça-feira (28), a chegada do Centro de Nefrologia à Santa Cruz. O início das obras de construção do Centro foi marcado durante solenidade na última sexta-feira (24). O Centro de Nefrologia Santa Rita será erguido no Conjunto Cônego Monte e é especialista no diagnóstico e tratamento de doenças renais, inclusive com o procedimento de hemodiálise.

“A chegada do Centro de Nefrologia à Santa Cruz se deu por meio de uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada. A prefeita Fernanda Costa está de parabéns pela articulação junto aos entes privados para conseguir a doação do terreno e viabilizar a construção”, disse Tomba.

A Paróquia de Santa Rita doou o terreno para construção do Centro. A obra está orçada em R$ 2,5 milhões de reais, e terá 2 mil metros quadrados de área construída, composta por dois pavimentos. A previsão inicial é que as obras do Centro de Nefrologia de Santa Cruz sejam concluídas no mês de junho de 2016.

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Kelps alerta para crise no hospital de Currais Novos

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Os problemas no Hospital Regional de Currais Novos, inclusive o recente pedido de exoneração dos diretores alegando falta de estrutura, foram o principal tema do pronunciamento do deputado Kelps Lima (SDD) na sessão plenária desta terça-feira (28). A maioria dos parlamentares presentes se solidarizou em aparte, endossando a necessidade de melhorias no sistema de saúde pública do RN como um todo.

“A situação é gritante. Se a população de Currais Novos precisar de um raio X, os médicos enviam para o hospital municipal de Lagoa Nova. Caso precise de uma pequena cirurgia, não tem como fazer. Crise no sistema hospitalar acarreta em mortes e o Governo deve ter uma ação mais ágil em relação à saúde”, afirmou Kelps, que participou de um protesto promovido pela população, no sábado passado (25), contra a precariedade dos serviços.

O parlamentar afirmou que as medidas para os problemas que o RN passa não podem ser paliativas, mas ações com planejamento. O deputado Nelter Queiroz (PMDB) pediu aparte, afirmou que a pauta era oportuna e parabenizou Kelps por abordar um tema tão importante ao Estado. Nelter disse que outros hospitais nas demais regiões também passam por situação semelhante.

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“O Governo continua com discurso em vez de ação”, diz Henrique Baltazar

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O Juiz da Comarca de Execução Penal de Natal e de Nísia Floresta, Dr. Henrique Baltazar, em entrevista ao Blog, mostrou-se preocupado com a atitude do Estado diante da situação do sistema prisional: “O Estado tem que agir”. O juiz ainda define como uma “situação calamitosa”.  

Márlio Forte – Primeiro foram túneis, agora são cavernas que estão sendo ampliadas pelos presos. Como o senhor ver essa situação?

Henrique Baltazar – Isso é uma consequência das medidas que o Estado não tomou e deveria ter feito desde o início. No momento em que o Estado possibilitou que isso acontecesse e não assumiu o controle dos presídios deu nisso daí. Quando começou o ano e as notícias de fugas começaram e que em fevereiro iriam ter rebeliões, eu procurei o Estado, diretores dos presídios e o coordenador do sistema presidiário. Todos nós fomos ao Governo do Estado para dizer que tínhamos que agir de imediato e o Governo se esquivou. Como não tomou nenhuma medida, os presos tomaram de conta dos presídios. Mais uma vez se procurou o Estado e ele não atuou. Alcaçuz é um presídio construido em cima de dunas: ou você vigia as pessoas que estão lá para não cavarem ou eles cavam. O presídio tá lá, os presidiários cavam com mãos ou unhas. Eles vão cavar e fugir, chegando essa situação calamitosa. O Estado tem que agir.

MF – Caso fosse governador, qual medida de imediato o senhor  tomaria?

HB – Entenderia que o sistema prisional é prioridade absoluta, transferiria recursos de outras pastas para esse sistema e trabalharia na construção de novos presídios, tirando os menos perigosos de Natal e colocaria os presos pertos das suas regiões de origem, com 10 milhões de reais o Estado faz isso, tirando a pressão da panela, depois faria a construção dos presídios médios e depois alocaria recursos para contratação de agentes e manutenção para não somente consertar o que foi destruído, mas melhorar o que existe. Se você ver as gravações dos túneis feitos em Alcaçuz, veremos que é necessário muitos recursos para tapar aqueles buracos. Não adianta colocar só areia, temos que tapar de uma forma que eles não abram de novo. Esses túneis são aqueles de dezembro, que foram tapados e os presos abriram de novo, pois o Estado não fez da forma que deveria ter sido feita. Se eu fosse governador essa seria minha prioridade: segurança pública para a população. Esses 60 detentos que fugiram são pessoas perigosas e causam risco para a população. Quantas pessoas têm seu patrimônio e sua vida ameaçados com esse tipo de situação? O Governo continua com discurso em vez de ação.

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Urgente: Morre aos 82 o ator e diretor Antônio Abujamra, de “Que Rei Sou Eu?”

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Com informações da Folha de S. Paulo

O ator e diretor Antônio Abujamra morreu aos 82 anos na madrugada desta terça-feira (28), em São Paulo. Segundo a família, ele estava dormindo em casa.

Abujamra foi um dos primeiros encenadores brasileiros a adotar as técnicas contemporâneas de Bertolt Brecht e Roger Planchon. Desde 2000, apresentava o programa de entrevistas “Provocações”, na TV Cultura.

Para o público mais maduro, a figura de Abujamra está fortemente associada a “Que Rei Sou Eu?”, novela humorística do gênero capa-e-espada exibida pela Globo em 1989. Ele interpretava Ravengar, bruxo da corte do reino de Avilan, em 1786, antes da Revolução Francesa.

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Direitos da Pessoa Autista é tema de Audiência

Foto: Assessoria
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Mais uma vez os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Natal voltou ao debate na Câmara Municipal. Na manhã de ontem (27) uma audiência pública proposta pelo vereador Chagas Catarino (PROS) discutiu os direitos e a melhoria no atendimento prestado pelo Município.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social. De acordo com pais e profissionais que atendem a pessoas com autismo, as escolas e unidades de saúde do município ainda não conseguem prestar o atendimento e encaminhamento correto àqueles que apresentam o transtorno. Em Natal, o atendimento às pessoas autistas é oferecido principalmente por instituições não governamentais que precisam de recursos oriundos de convênios ou doações para manter o trabalho. Uma delas é a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas do RN (APAARN).

De acordo com a representante da entidade, presente à audiência, Nara Chacon, o município deixa a desejar no atendimento que precisa ser multiprofissional, mas, sem condições de atender, precisa apoiar as entidade que realizam o atendimento. “Na APAARN estamos há três anos sem educador físico, algo fácil para o município ceder e essencial ao desenvolvimento dos usuários. Os autistas e suas famílias precisam de suporte e esse suporte tem que vir do poder público porque hoje não se consegue obter melhoria no desenvolvimento dessas pessoas com tratamento que o SUS oferece”, reclama Nara Chacon.

Para a professora da UFRN, Eliana Rodrigues Araújo, que é mãe de um rapaz autista e criou uma unidade de educação diferenciada a autistas, é preciso que se providencie mais especialização dos profissionais para que se consiga melhor atender. “Precisamos de especializações nas diversas abordagens para atender às diferentes manifestações do autismo”, disse, apontando esta como uma das principais dificuldades que se enfrenta no tratamento.

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