Fátima Bezerra: “ O Plano [Estadual de Educação] tem que ter metas ousadas”

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Em entrevista ao blog, a senadora Fátima Bezerra explica como o Plano Estadual de Educação vai ajudar na melhoria do ensino potiguar durante os próximos 10 anos.  Formação docente, reajuste salarial, reordenamento da grade curricular e um olhar especial sobre a política desenvolvida pelo Governo Federal são os temas que a senadora aborda na entrevista.

Márlio Forte – Qual o maior benefício que o Plano Estadual de Educação trará para os professores do RN?

Fátima Bezerra – O cumprimento da meta 17, que estabelece, dentro de um prazo de seis anos, equipará o valor médio do salário do professor com os demais profissionais de formação superior, ou seja, a melhoria do salário dos professores.

MF – Essa meta tornará equilibrado o salário dos professores das redes municipal e estadual de ensino com os do IFRN?

FB – A meta 17 foi feita tendo como base os estudos do IBGE, esses estudos mostram que os profissionais no campo do executivo, que tem um nível superior de ensino, recebem uma média de R$ 3.750,00. No entanto, os professores que tem o mesmo nível superior, recebem uma média de R$ 1950,00. Por isso que nós queremos equipará o salário do professor com as demais categorias, até porque não se justifica ter o mesmo grau de formação e ter salários tão diferentes. Essa meta está associada as metas 16 e 18 que tratam da formação.

MF – Quais são essas metas de formação?

FB – Primeiro, nenhum professor deste país, dentro de um prazo de dez anos, não terá seu curso de formação superior completo. Nós já avançamos bastante, a maioria dos professores já tem essa formação, embora tenhamos muitas lacunas, como os professores que não são formados nas disciplinas que eles lecionam. Esses professores ainda não tiveram a oportunidade de fazer um curso de ensino superior na área que atuam, mesmo sendo um número bem inferior. Em 10 anos temos que zerar isso. Nesse prazo também queremos ousar: durante esse período queremos ter no mínimo 50% dos professores que tenham ensino superior possam se qualificar mais tendo um curso de mestrado. Na verdade, essas metas 16,17 e 18 tratam da valorização salarial e profissional do professor do magistério, que passam por um salário descente, uma formação inicial e continuada.

MF – Devido a essas ações que a presidenta Dilma Rousseff tem o slogan “Brasil: Pátria Educadora”?

FB – Sim. A presidenta Dilma sabe que uma pátria educadora se faz, por um lado, avançando com a ampliação do direito a educação e por outro lado valorizando a carreira do professor, levando em conta a carreira do magistério. Para tanto, contamos com a ajuda dos 75% dos royalties do petróleo e os 55% do fundo social do pré-sal para a educação. Por isso é importante defendermos a Petrobras, o Marco Regulatório do Pré-sal, marco esse que dá a Petrobras uma exclusividade das riquezas, o que significa mais recursos para o Brasil e para fortalecer o financiamento do Plano Nacional de Educação, bem como os planos estaduais e municipais do Brasil.

MF – Qual recado a senhora deixa aos professores do RN?

FB – Desejo que os professores continuem mobilizados, participando intensamente da elaboração e desfecho final dos planos de Educação. Que os professores convoquem os alunos e seus pais para participarem do debate. O Plano Estadual de Educação é a nossa Constituição e está em construção. Ele vai ser finalizado até junho, quando teremos o debate na Assembleia Legislativa. Esse documento é a nossa Constituição porque ele vai nos guiar nos próximos 10 anos . Esse plano tem que ter metas ousadas em relação ao combate ao analfabetismo, nós temos um número grande em nosso Estado. Outro exemplo é universalizar o acesso a criança a creche, universalizar o acesso ao ensino fundamental e ao ensino médio, ensino este que exigirá uma readequação dos currículos, porque o ensino médio que temos em nossas escolas não é atrativo, a maioria dos jovens não querem frequentar as aulas. Daí a necessidade de um grande debate, reformulando as bases do currículo do ensino médio que combine com o currículo de ensino técnico federal. São desafios contidos no Plano Estadual de Educação e peço que os professores fiquem atentos e convoquem os alunos e seus pais para participarem  desse debate e que promovam a agenda da educação e do desenvolvimento em nosso Estado.

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Presidente da Undime/RN destaca contribuições da instituição ao Plano de Educação do RN

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A titular da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Edineide Batista, explicou ao blog como foram as contribuições da instituição para a elaboração do PEE e sobre o pioneirismo educacional do Estado: “ O RN tem avançado muito nessa questão, inclusive foi o primeiro Estado do Brasil a ter todos os municípios construindo seus planos”

Márlio Forte – Como a Undime enxerga a discussão do Plano Estadual de Educação?

Edineide Batista – Estou vendo como uma importante ferramenta para democratizar a educação, desde os municípios e o Estado. O RN tem avançado muito nessa questão, inclusive foi o primeiro Estado do Brasil a ter todos os municípios construindo seus planos e o RN ainda tem uma rede técnica que assessora todos os municípios. Essa rede foi feita pelo Ministério da Educação, Sistemas de Ensino e a Coordenação do Plano, coordenação essa que tem a presidente da Undime como a responsável .

MF – Existe alguma participação direta da Undime na criação do Plano?

EB – Sim, pois temos uma cadeira na comissão estadual. Além disso, temos contribuído com todos os planos municipais de educação. Nossas metas foram propostas a luz do Plano Nacional de Educação e temos algumas propostas feitas pelo Conai.

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Para Márcia Gurgel, o Plano Estadual de Educação deve ser “efetivado e constituído”

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A presidente do Fórum Estadual de Educação, professora Márcia Gurgel, em entrevista ao blog, relata como foi o processo de construção do Plano Estadual de Educação, desde seu nascimento até a futura consolidação do texto base. Confira a integra da entrevista.

Márlio Forte – Como foi a discussão sobre as etapas do Plano Estadual de Educação?

Márcia Gurgel – Esse processo teve início com a primeira portaria feita no final de 2013 no governo passado, formando uma comissão que discutiu a concepção do plano, formada por várias entidades ligadas a educação e pela SEEC. A comissão apresentou no início do mês a minuta do projeto ao Fórum Estadual de Educação, o secretário nos entregou o documento, e nós marcamos essa audiência para escutar as entidades as opiniões sobre o plano. Estamos há 15 dias divulgando nas redes sociais, sites e jornais os documentos que compõem o plano e entregamos uma ficha para que as sugestões fossem escritas. Depois disso a comissão vai fazer a sistematização das sugestões e consolidar o documento final que será apresentado ao governador ainda na primeira quinzena de maio.

MF – Em quanto tempo esse plano chegará às escolas?

MG – Depois de entregue ao governador, dependeremos da Assembleia para a transformação desse plano em lei. Depois disso, ele será efetivado e constituído. Esperamos que o plano, que tem metas ousadas, contribua para a melhoria da qualidade da educação, valorização dos servidores da educação, financiamento da educação e dimensões que vão orientar na próxima década a educação básica e superior.

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“O projeto do plano é um processo em construção”, diz Socorro Batista

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A titular adjunta da Educação do RN explica quais as metas do Plano Estadual de Educação e defende que a sistematização do plano só será possível com o apoio dos professores e gestores escolares.

Márlio Forte – Quais as metas do Plano Estadual de Educação?

Socorro Batista – O plano nacional estabeleceu 20 metas e nós do RN sintetizamos algumas metas e temos oito metas, que chamamos de dimensões. Essas dimensões vão desde a universalização da alfabetização até a questão do financiamento público do ensino, ainda temos a valorização dos profissionais de educação, ampliação do ensino médio profissional. Trata-se de um conjunto de metas que estabelecemos com muita cautela para que em 10 anos, sendo que algumas metas devem ser realizadas em menos tempo, e nós temos como objetivo avançar na qualidade da educação.

MF – Sabemos que existe uma morosidade para que essas metas cheguem nas escolas. Como essa situação pode ser revertida?

SB – Após a aprovação do plano pela Assembleia, iremos fazer uma ampla divulgação nas escolas, embora caiba a SEEC agir como indutora de todas essas metas, a escola constitui um espaço fundamental de divulgação. O papel dos gestores nesse sentido é fundamental, pois sem eles não alcançaremos essas metas.

MF – Como os professores da sala de aula ajudarão nesse sentido?

SB – A audiência que realizamos é um dos momentos. Todos foram convidados, não a categoria como um todo, mas com uma representação e esse grupo vai apresentar propostas para discutir com a categoria. O projeto do plano é um processo em construção. Até mesmo quando fizemos acertamos que durante a sua construção ele poderia sofrer alterações sempre que a realidade mostrar essa necessidade.

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Rute Regis: “O PEE foi construído a muitas mãos”

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A chefe de gabinete da Secretaria de Educação do RN, professora Rute Regis, destaca o caráter cooperativo na construção do Plano Estadual de Educação. Ex-dirigente da Undime, a educadora falou sobre as etapas que iniciaram no ano de 2013 para a elaboração do plano.

Márlio Forte – Como foi construído o Plano Estadual de Educação?

Rute Regis – O PEE foi construído a muitas mãos. Várias entidades que compõem o Fórum Estadual de Educação se reuniram e organizaram uma comissão para discutir o Plano e hoje o que temos é uma proposta de Plano e com a presença das entidades, faremos uma grande discussão e poderão surgir algumas alterações e depois entregaremos ao governador do Estado como um projeto de lei e ele encaminhará para a Assembleia Legislativa.

MF – Então o plano ainda não está finalizado?

RR – Não, ele é uma proposta de plano que a comissão organizou e que a sociedade vai debater para haver algumas modificações. Essa proposta de plano foi idealizada a partir de vários debates e conferências municipais de educação que ocorreram no ano de 2013 e houve também a Conferência Nacional de Educação, onde delegados de todo o país discutiram a elaboração do Plano Nacional de Educação. O PEE é composto por metas alinhadas com o Plano Nacional de Educação, debatida e organizada, e a proposta do nosso plano está sendo apresentada hoje.

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Teresa Freire: “É muito importante que o Plano Estadual de Educação tenha um olhar diferenciado”

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Explicando como a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres irá se beneficiar com o Plano Estadual de Educação, Teresa Freire conversou com o blog durante a realização da audiência pública do PEE. Confira a opinião da secretária.

Márlio Forte – Como plano de educação inclui a problemática da mulher na discussão de metas?

Teresa Freire – É muito importante que o Plano Estadual de Educação tenha um olhar diferenciado, ou seja, já temos uma política que já vem sendo discutida pelos parâmetros curriculares nacionais, que significa repensar os valores na sala de aula: valores éticos, políticos, sociais e culturais. Repensar a valorização da educadora, trabalhadora, formação dos professores e fazer que nas comunidades, onde as crianças estão inseridas nas escolas, possam entender como acontece as questões de violência e preconceito, discussão da sexualidade dos jovens, tendo um olhar sobre as políticas sociais e as mulheres.

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Diretora Regional de Educação de Parnamirim fala da implementação do Plano Estadual de Educação

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Chefe da Direc de Parnamrim, Rosires Paiva, explica como Parnamirim receberá o Plano Estadual de Educação.

Márlio Forte – Como o plano chegará a Diretoria Regional de Educação de Parnamirim e as escolas da região?

Rosires Paiva – Nós já estamos estudando, enquanto DIREC de Parnamirim, e participando de alguns encontros na secretaria municipal de Parnamirim desde o início de 2015 e vamos dar as nossas contribuições.

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George solicita recuperação da estrada de acesso ao Lajedo de Soledade

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

O deputado George Soares (PR) encaminhou requerimento ao governador Robinson Faria (PSD) e ao diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Jorge Ernesto Pinto, solicitando a recuperação da malha asfáltica e a limpeza do matagal existente às margens da rodovia que liga a BR-405 à comunidade Lajedo de Soledade, no município de Apodi.

“A rodovia está em péssimas condições de tráfego devido ao matagal das suas encostas e a quantidade de buracos na malha asfáltica. Esses fatores vêm acarretando uma elevação no número de acidentes naquele trecho, que tem um tráfego intenso de veículos”, justifica o deputado.

George registra ainda em sua solicitação, que existe um fluxo permanente de turistas que se deslocam até a localidade de Lajedo de Soledade para conhecerem o maior sítio arqueológico do Estado.

“Acredito na sensibilidade e na intenção do Governo do Estado em propiciar uma melhor qualidade de vida aos norte-rio-grandenses. Por isso, esperamos contar com a execução dos serviços elencados nesta propositura”, conclui George Soares.

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Assembleia Legislativa se instala em Angicos nesta quarta-feira

A Assembleia Itinerante e Cidadã se instalam nas próximas quarta-feira (29) e quinta-feira na cidade de Angicos, região Central do Rio Grande do Norte. Durante dois dias, Angicos vai se tornar sede do Poder Legislativo do Rio Grande do Norte. Os deputados estaduais vão discutir assuntos de interesse do município e da região, como questões relacionadas à estiagem.

A Assembleia Cidadã vai oferecer ainda a prestação de serviços, como a retirada de documentos (carteira de identidade, carteira de trabalho e CPF), oficinas de capacitação profissional, artesanato, educação e corte de cabelo, além de orientação ao consumidor, atendimento médico, orientação em saúde bucal, recreação infantil, lazer para a comunidade e apresentações culturais.

O projeto facilita o acesso à informação e à assistência, para dessa forma, contribuir com a formação de cidadãos cada vez mais conscientes de seus direitos e deveres.

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Conexão Elefante Cultural encanta moradores durante fim de semana

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

O fim de semana foi de muito trabalho e também de realizações para o projeto Conexão Elefante Cultural. Moradores dos bairros de Pirangi e Ponta Negra receberam a visita da Trupe do Elefante que apresentou espetáculos nas praças Tarcísio Maia, no conjunto Pirangi e na Praça do Disco Voador, em Ponta Negra.

Tudo começa com a chegada de um carro adaptado com um escambo de obras literárias e contações de histórias, com a Trotamundos Cia de Artes, apresentação do espetáculo de dança Gonzagando (Uma homenagem ao nosso Rei Luiz Gonzaga) com a Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão e intervenções circenses com os palhaços do Circo Grock. “Eu achei maravilhoso e foi uma surpresa enorme. Estava em casa e vi uma movimentação na praça. Chamei meus tios e primos e quando vi estava envolvida com o espetáculo de dança e os palhaços. Adorei!”, conta Melissa Alves, de 12 anos, moradora do Conjunto Pirangi.

O Conexão Elefante Cultural fomenta atividades que busquem, nas apresentações de rua, um novo significado para a utilização de espaços alternativos, valorizando os produtos artísticos do Estado e incentivando a literatura.

Uma programação totalmente gratuita, sob o patrocínio do Esmeralda Praia Hotel, através do Programa Djalma Maranhão e o incentivo da Prefeitura Municipal do Natal/FUNCARTE e realização: Natal Cultural.
A Zona Oeste de Natal será a próxima a receber o Conexão Elefante Cultural nos dias 01 de maio, a partir das 9h30, na Praça do Beijoqueiro, no Bom Pastor, e no dia 02 de maio, a partir das 15h30, na praça da Matriz, na Cidade da Esperança. O Conexão Elefante Cultural segue até o final de maio e vai visitar ainda as zonas Leste e Norte, além das cidades de Parnamirim, Ceará-mirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba. Confira programação no Facebook Conexão Elefante Cultural.

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