Transporte Público: “O Sintoparn defende uma licitação pública”, diz José Neto

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Presidente do Sindicato de Transportes Opcionais de Passageiros do RN (Sintoparn), José Pedro dos Santos Neto não poupou críticas para o projeto de Lei Nº 04/2014 que trata do transporte público: “o Sintoparn defende uma licitação pública. Isso tem que ser discutido com a população e os setores interessados”.

Márlio Forte – Como o senhor ver esse projeto sendo aprovado em tão pouco tempo?

José Pedro dos Santos Neto – Não entendemos de bom agrado, porque o Sintoparn defende uma licitação pública. Isso tem que ser discutido com a população e os setores interessados. Hoje, os empresários são como profetas e que nós temos que pensar que a gratuidade quem está pagando é a população, mas eles não questionam nada. Lógico, se o projeto dá direito que eles tenham o direito por 15 anos, renovando por mais 15 e não tem uma perspectiva de melhora.

MF – Mas não estava atrasado esse projeto? Por que de repente resolveram apressar?

JN – O prefeito tenta jogar para a Câmara o problema, mas ele é quem tem a maioria na bancada da Câmara e ele teve desde o ano passado e não houve discussão.

MF – Mas porque só agora?

JN – É isso que estamos questionando. Entendemos que fosse até nesse semestre, mas discuta. Hoje está sendo discutido e na terça já está sendo votado um projeto desse tamanho. Por exemplo: O Sintoparn participa de outros movimentos sociais e o que eles mais questionam é que o prefeito era para ter apresentado um plano de mobilidade urbana para a cidade, para que os transportes depois não sejam reféns do plano.

MF – Quem serão os beneficiados com esse projeto?

JN – Para mim eles tem nome e endereço. Enquanto instituição, é a Seturn. Enquanto pessoa, o empresário Agnelo Cândido. E aí o prefeito Carlos Eduardo é quem dar esse suporte porque não é questão de legislação, pois o que já tem Carlos Eduardo podia melhorar. É verdade que as audiências públicas apontaram vários caminhos, mas eles não aparecem nos projetos.

MF – Mas o senhor diz isso baseado em que?

JN – Tenho minha base na experiência do nosso sistema, no projeto, pois eu li o projeto todo e participei de todas as audiências que a prefeitura organizou e sei que a gente apresentou várias emendas e elas não estão no projeto.

MF – Quantos artigos tem o projeto?

JN – São mais de 50 artigos. O artigo 39 é um polêmico.

MF – O que o artigo 39 fala?

JN – O prefeito Carlos Eduardo quer proibir que setores façam manifestações e bloqueiem avenidas. Mas isso vai ser votado, tudo junto. Eu espero que os vereadores discutam artigo por artigo, parágrafo por parágrafo.

MF – O senhor acha que vai acontecer isso?

JN – É o que a gente torce, no entanto nós sabemos que o prefeito tem a maioria na Casa.

MF – Se o senhor fosse prefeito, como teria feito esse projeto?

JN – Eu teria feito as audiências com mais amplitude na sociedade e tinha ouvido o que ela tinha falado. A Sociedade propôs coisas que não aparecem no projeto apresentado.

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