CMN alerta para atendimento a portadores de anemia falciforme

Foto: Assessoria
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A rede de saúde municipal e estadual necessita implementar o atendimento aos portadores de anemia falciforme. A doença é hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue e causa, infecções, crise de dores nos ossos e nas articulações, podendo, porém atingir qualquer parte do corpo, com inchaço e vermelhidão nas mãos e nos pés. O assunto foi debatido nesta manhã (31), na Câmara Municipal de Natal, em audiência pública convocada pelo vereador Ubaldo Fernandes (PMDB).

Na ocasião, portadores da doença relataram a dificuldade, principalmente em adquirir medicamentos que devem ser distribuídos pelas Secretarias Municipais de Saúde do Município e do Estado (Unicat). A presidente da Associação de Pessoas Portadoras de Anemia Falciforme (APPAF), Ingrid Emanuela, disse que os pacientes estão sem receber parte dos medicamentos, inclusive os mais caros que chegam a custar R$ 3 mil, a serem disponibilizados pela Unicat. Ela também relatou que a falta de informação sobre a doença, inclusive dos profissionais de saúde, levam a erros no atendimento e até no uso de medicamentos como o sulfato ferroso, que não é indicado para paciente com a anemia falciforme.

A Unicat não enviou nenhum representante para discutir o assunto, mas a chefe do grupo auxiliar de Saúde da Criança e do Adolescente, Glycia Kalliani, propôs uma pactuação com o município para realizar a capacitação dos profissionais, a fim de realizar adequadamente o diagnóstico precoce nos bebês e também em adultos portadores da doença. “Em novembro de 2013 o estado foi capacitado para diagnosticar a doença no teste do pezinho. Hoje temos cerca de 300 pessoas portadoras da anemia falciforme no estado, sendo que 17 foram diagnosticadas somente em 2014”, informou. Os pacientes diagnosticados recebem tratamento pelo setor de hematologia do Hemonorte. Quando diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada, com os meios atualmente disponíveis e com a participação da família, a gravidade e a mortalidade causada pela doença podem ser reduzidas expressivamente, contudo, o Hemonorte ainda enfrenta dificuldades com a falta de medicação e com o internamento de pacientes em estágio mais grave.

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