Regina Miki: “Nós encaramos uma crise que é multicausal.”

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Confira entrevista com a secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, sobre os trabalhos realizados no RN. “Nós encaramos uma crise que é multicausal. Vemos isso e cada um tem a sua competência”, disse Miki.

Márlio Forte – Como está a situação dos trabalhos no RN em prol da segurança pública?

Regina Miki – Nós trabalharemos no extensivo, apoiando a polícia local para que possa ser recuperados os presídios e fazendo com que não aumente a violência. Assim que isso seja solucionado, a Força Nacional retorna a Brasília, mas nós estamos aqui para ajudar. Outras ações serão feitas para ajudar.

MF – Essa união de forças ajuda muito nesse processo?

RM – Com certeza. Nós encaramos uma crise que é multicausal. Vemos isso e cada um tem a sua competência.

MF – Qual o recado que a senhora manda para os detentos?

RM – Digo a todos que estão dentro do sistema, que tenham esperança de sair e permanecer  aqui em sociedade. Para isso temos um olhar diferente para eles buscando amenizar a situação.

MF – E para a sociedade?

RM– Quando o Estado está unido ele é mais forte. Estamos aqui unidos com a sociedade para trazer mais segurança para as pessoas.

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Fátima Bezerra fala sobre investimentos na segurança: “liberação de 14 milhões para construção do presídio de Ceará Mirim”

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

“O Governo Federal está disponível para envio de recursos para os projetos que o governo está apresentando”, disse a senadora Fátima Bezerra sobre a reunião que marcou o anúncio da construção de uma nova penitenciária em Ceará Mirim.

Márlio Forte – Como a senhora define a reunião do comitê?

Fátima Bezerra – Registro a importância desse encontro, pois é formado de uma parceria. O Governo do Estado, o Governo Federal, o Ministério Público, Defensoria, Sociedade, Sindicado dos Penitenciários todos unidos para melhorar a segurança pública no RN. O foco agora são as rebeliões que aconteceram nos últimos dias e aqui foi anunciado uma série de medidas, como a liberação de 14 milhões para construção do presídio de Ceará Mirim, fora outras ações na saúde, educação, infraestrutura voltadas para a reestruturação do sistema prisional. O Governo Federal está disponível para envio de recursos para os projetos que o governo está apresentando, não somente nas ações emergenciais, mas em paralelo a isso uma série de medidas que tornem o sistema melhor.

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Exclusivo: Edilson França fala sobre as primeiras ações como titular da Sejuc: “Temos que reduzir esse leque de atividades para focar na questão penitenciária”

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No segundo dia como titular da Secretaria de Justiça e Cidadania, Edilson França concedeu entrevista exclusiva ao blog mostrando como serão seus trabalhos diante da pasta: “Organizar administrativamente a secretaria, sem prejuízo e continuando o processo de restauração dos presídios”. Para ele a Sejuc é “pobre de idéias e dinheiro”.

Márlio Forte – Qual a primeira meta ao assumir a Sejuc?

Edilson França – Organizar administrativamente a secretaria, sem prejuízo e continuando o processo de restauração dos presídios e construção de novos. Com essa estruturação iremos entrar em um processo de ressocialização  dos presos.

MF – O que de mais errado o senhor  encontrou na secretaria?

EF – É uma secretaria pobre de idéias e dinheiro. Em síntese, iremos fazer uma nova estrutura administrativa, com uma nova mentalidade voltada na ressocialização dos presos.

MF – O senhor falou que tem algumas funções que não são da secretaria…

EF – Não são inerentes do ponto de vista legal, mas do teórico e estrutural, essas atividades previstas por coordenadorias e subcoordenadorias podem serem desmembradas da secretaria de segurança, sendo quase incompatíveis com a secretaria, dificultando uma dedicação exclusiva ao sistema penitenciário. Temos que reduzir esse leque de atividades para focar na questão penitenciária.

MF – O senhor terá uma atenção especial do governador?

EF – Isso eu já conto, pois todas essas minhas ideias foram expostas ao governador e ele concordou, organizando a secretaria e imprimindo uma política que reestabeleça regras firmes dentro dos presídios.

MF – Qual recado o senhor manda para os presos?

EF – Vamos procurar melhorar as condições deles em todos os sentidos. Estou com um leque de reivindicações para a Secretária Nacional de Segurança Pública. Vamos tentar dar emprego para eles, pois quem quiser trabalhar vai trabalhar.

MF – E para a sociedade?

EF – Que colabore com um pouco de paciência, fazendo como Ministério Público, que está colaborando com a gente.

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Especial Mobilidade: “Se a lei ficar do jeito que Carlos Eduardo mandou, é a Seturn que vai se beneficiar”, diz presidente do Sintoparn

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Em discussão na Câmara dos Vereadores, o projeto de Lei Nº 04/2014 pode mudar a dinâmica do transporte público em Natal. O presidente do Sintoparn, José Neto, conversou com o blog e atualizou o andamento da lei na Câmara: “Se a lei ficar do jeito que Carlos Eduardo mandou, é a Seturn que vai se beneficiar”. Confira a entrevista especial sobre mobilidade.

Márlio Forte – Quais as últimas novidades do projeto de lei da licitação do transporte público?

José Neto – A informação que temos é que a votação terá continuidade. Terça-feira passada foi votado o artigo 39, que proibia os movimentos sociais o direito de fazer manifestação, acabou sendo retirado esse artigo em comum acordo. A câmara convocou os vereadores para segunda-feira pela manhã dar continuidade na votação.

MF – Quando será a votação final?

JN – Vai ser votado artigo por artigo. Um artigo já foi. Informalmente já sabemos que passam de 150 o número de emendas. É muita emenda. Nossa expectativa é que essas emendas melhorem o projeto.

MF – Como o senhor ver a pressa do prefeito Carlos Eduardo em aprovar essa lei?

JN – Eu vejo três situações: Os vereadores querem tirar esse pepino da casa, mas não abriu um diálogo com a sociedade . Tem muitas emendas, mas não teve um diálogo com a população. Segundo, Carlos Eduardo quer pegar o projeto e tentar se reeleger em cima disso, resolvendo o problema da mobilidade. A licitação pode ser colocada em prática até dois anos após a publicação da lei, sendo que ele possa nem ser mais o prefeito. Sentimos que tem outros setores que ficam usando isso como palanque. Temos que manter um diálogo franco com a população para que, de fato, saia uma lei que em vinte anos mude nossa mobilidade.

MF – Na opinião do Sintoparn, quem vai ser beneficiado com essa lei?

JN – Na minha opinião, se a lei ficar do jeito que Carlos Eduardo mandou, é a Seturn que vai se beneficiar. Os empresários nem questionaram a lei nas audiências públicas. Entendemos que vai ficar as mesmas empresas em Natal.

MF – Isso é bom para as pessoas?

JN – Não é bom. Espero e acredito que a Câmara possa melhorar esse projeto. Exemplo: deve começar a ter em Natal os ônibus com piso baixo. O projeto original não fala sobre isso, mas teve vereador que apresentou isso. Se passar, já é um avanço.Tem uma população que está envelhecendo e são coisas como essa que esperamos de melhoria no projeto de lei.

MF – Qual recado você manda para o prefeito?

JN – O país está mudando e a cortina dele vai cair também.

MF – Por quê?

JN – Ele administra a cidade em cima de máscaras. Veja que os postos de saúde. Ele fala das Upas, mas a porta de entrada dos doentes são os postos de saúde. Confira como eles estão uma hora a população vai perceber.

MF – Como ele faz isso?

JN – Ele maquia muito bem e a cortina que falo é o sobrenome dele que está muito enraizado em nossa cidade e no Estado. Para onde você for tem alguém que  depende ou dependeu da família dele. Essa que é a verdade. Vou mostrar um exemplo: Micarla de Souza com toda as críticas que teve em relação a ela botou um cartão que você descia e podia pegar qualquer ônibus em qualquer parada dentro de uma hora. Os empresários foram tirando, Carlos Eduardo não enfrentou e não deu satisfação. Ele foi e colocou duas estações de transferência que custou R$ 1,2 milhões de reais e ninguém quer ficar lá trancado uma hora para ser atendido por duas ou três linhas. Isso é cortina e ninguém diz nada.

MF – O que poderia ser feito nesse sentido?

JN – O cartão é quase mágico, ele resolve todas essas situações de mudança de ônibus. A passagem poderia ter até valores diferentes e o cartão resolveria isso. Veja em São Paulo, a maior cidade da América Latina, os terminais são apenas pontos de referência para pegar os ônibus. Não tem catracas e nem restrições. Natal em vez de andar para frente, vai para trás,e a licitação do jeito que o prefeito mandou serve apenas para oficializar as coisas do jeito que estão.

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