Juízes da Justiça Federal se reúnem com o Governador‏

Foto: Assessoria
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Em seu último mês como diretor do Foro de Natal, da Justiça Federal, o magistrado Janilson Bezerra Siqueira, se reuniu na manhã de hoje, 3, com o Governador Robinson Faria em seu gabinete. Na ocasião, o magistrado reforçou as boas relações que a Justiça Federal tem mantido com o Executivo e parabenizou a conduta do Governador nesse início de mandato:

“Posso dizer em nome dos juízes, que não temos cor partidária, mas podemos apreciar o que tem sido feito. E percebemos o empenho do Governador em promover o bem-estar das pessoas”, disse Janilson Bezerra. “Queremos nos manter em constante diálogo com todos os setores. Na minha visão, o Rio Grande do Norte só vai vencer as dificuldades se houver uma grande pactuação com todos os setores, inclusive a Justiça”, disse Robinson Faria.

O sucessor do juiz federal Janilson Bezerra será o magistrado Marco Bruno Miranda, que não pôde estar presente. Mas acompanharam o diretor do Foro, o diretor da Justiça Federal de Mossoró, Orlan Donato; o diretor da Secretaria Administrativa, Magnus Henrique e os magistrados Almiro Lemos e Carlos Wagner.

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ESPECIAL: Ricardo Gurgel conta os bastidores da sucessão executiva de Parnamirim

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Revelando todas as negociações e acordos políticos de Parnamirim, o Presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador Ricardo Gurgel concede uma longa entrevista ao blog. Sobre seu futuro político ele revela: “Estou visitando bairros e comunidades, vendo os problemas da cidade e tentando viabilizar essa pré-candidatura, até porque ainda tá muito cedo para chegar a próxima campanha.” Para ele, a atitude de Maurício Marques de distanciamento em relação a Carlos Augusto provocou um descontentamento: “eu sai em defesa dele”. Saiba como anda a administração de Maurício sobre a ótica de Ricardo Gurgel.

Márlio Forte – Como está a sua pré-candidatura a prefeito de Parnamirim?

Ricardo Gurgel – Ainda estou tentando viabilizar, minha candidatura. Estou visitando bairros e comunidades, vendo os problemas da cidade e tentando viabilizar essa pré-candidatura, até porque ainda tá muito cedo para chegar a próxima campanha. Durante isso a Câmara esse mês ela está saindo dos gabinetes e indo para os bairros, ouvindo as pessoas e trabalhando, pois através dele nós podemos ver se seremos candidatos ou não.

MF – O senhor  já começou a conversar com aliados e oposição?

RG – Sim, já conversei com um grupo em Parnamirim, com o ex-vereador Fernando Fernandes, com o grupo do próprio PT que pretende viabilizar sua própria candidatura em Parnamirim. Estou conversando com todo o mundo.

MF – O senhor  já conversou com o deputado Carlos Augusto?

RG – Com certeza, trabalhei e dei todo o meu patrimônio eleitoral em Parnamirim. Com toda a certeza eu tenho o apoio de Carlos Augusto para viabilizar minha candidatura. Ele é meu principal apoio.

MF – Caso não seja candidato, o senhor apoiaria ele para ser candidato?

RG – Claro, não existe problema algum em apoiar ele, como qualquer outro do nosso grupo, como Epifánio, Irene Paiva… Nós somos um grupo que eu não sou o único, mas sim um grupo. Nesse grupo, quem tiver com melhores condições será o candidato.

MF – Como está a sua relação com Maurício Marques?

RG – Tranquila, eu tenho uma relação muito boa, sem problemas de rompimento. O que eu fiz foi um pronunciamento na Câmara de como a prefeitura tratou o deputado Carlos Augusto. Quatro dias antes o prefeito fazia juras de amor a Carlos. Quatro dias depois ele, ou o grupo dele, fez uma represália contra pessoas que também davam apoio. Eu creio que isso vai ser resolvido e o resto é só questão de conversa.

MF – Os cargos de Carlos Augusto foram todos exonerados?

RG – Eu tive a informação que sim, mas eu vou até conversar com o deputado para saber se todos foram exonerados. Até por isso eu sai em defesa dele.

MF – Carlos Augusto disse ao blog que esperava visita de Maurício Marques ao seu gabinete, mas nada disso aconteceu. O que o senhor acha disso?

RG – Para mim é surpresa, agora eu soube que o prefeito convidou ele para ir a Câmara. Eu acho que na vida, havendo um diálogo, sempre é bom para a cidade. Parnamirim espera muito do deputado Carlos Augusto, e não é por coisas pequenas que haverá um rompimento do dois. Tenho certeza que as portas de ambos estarão abertas. Política não fazemos subtraindo, mas somando.

MF – É verdade que o senhor é contra a candidatura de Naur?

RG – Não. Eu retirei minha assinatura do manifesto com um protesto diante o tratamento feito pela prefeitura com Carlos Augusto. Se daqui a um ano e meio, o secretário Naur estiver bem avaliado, terá nosso apoio. Existe outros vereadores que querem tentar viabilizar, como o vereador Taveira, que foi presidente da Câmara por três mandatos, a vereadora Elianai, que externa uma vontade de uma eleição majoritária, o vereador Gildásio, que é da oposição e outros que não me vem a memória. Nós vamos fazer parte dessas negociações e teremos uma frente forte para ir uma eleição. Seja comigo ou Carlos Augusto. Conto com o apoio do governador Robinson Faria, o gabinete dele disse que podia tentar viabilizar, pois tenho um grupo vitorioso, que vai do Presidente da República a deputado estadual.

MF – Como o senhor ver a crise administrativa em Parnamirim?

RG – Ele alega que está passando o limite da Responsabilidade Fiscal, então ele alega que está fazendo acertos nas contas para não ser responsabilidade pela lei. Ele devia fazer uma grande reforma administrativa e ver quem é mais importante para atender a população.

MF – Em síntese, como o senhor ver a administração de Maurício?

RG – Boa.

MF – Então o senhor poderá apoiar o candidato do prefeito?

RG – Em nenhum momento disse que não, mas nós estamos viabilizando, os nomes que citei são da base do prefeito, então todos nós podemos formar uma frente para lançar um nome, mas não significa dizer que é somente Naur o candidato. Então se ele não conseguir viabiliza, ele não vai empurrar de goela abaixo “eu quero ser candidato”, isso daí não vamos aceitar. Nós vamos viabilizar de um lado e ele de outro e quem tiver o melhor candidato será o escolhido, e será uma pessoa que tenha compromisso, sem ser um forasteiro.

 

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Álvaro Dias revela que sua candidatura a presidência da AL foi enfraquecida pois “estava fora do poder legislativo”

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Depois de uma pausa nas atividades legislativas, Álvaro Dias volta a Assembleia e conta como estão sendo suas primeiras ações na nova casa. Em entrevista ao blog, o deputado fala da operação Sinal Fechado e do projeto que teve para ser candidato a presidente da AL: “Ele estava desempenhado seu mandato e nós estamos fora do poder legislativo, então enfrentamos algumas dificuldades e ele conseguiu se viabilizar de uma maneira mais rápida”.

Márlio Forte – Depois de tantos anos, como está sendo voltar para essa Casa?

Álvaro Dias – Não tantos anos, mas uns 4 anos, pois foi o último mandato que disputamos, que foi vice-governador de Carlos Eduardo, mas não obtivemos êxito, consequentemente ele não obteve êxito, mas agora retornamos com uma boa perspectiva, procurando voltar a ter uma atuação responsável no plenário da Assembleia, com os olhos voltados para os interesses da população do Estado do Rio Grande do Norte.

MF – Álvaro, em relação a operação Sinal Fechado, como o senhor ver esse cenário?

AD – São situações de denúncias que realmente precisam serem apuradas, como estão sendo, esclarecidas pelo Ministério Público, como o Sinal Fechado, seja ao nível do RN ou nacional, como é o caso da operação Lava Jato.

MF – O senhor não conseguiu viabilizar a candidatura a presidência da Casa por quais motivos?

AD – Exercemos a presidência por três mandatos, tentamos mais uma vez e não conseguimos porque o deputado Ezequiel Ferreira se articulou, ele estava desempenhado seu mandato e nós estamos fora do poder legislativo, então enfrentamos algumas dificuldades e ele conseguiu se viabilizar de uma maneira mais rápida, portanto, entendendo que o momento exigia um consenso do poder legislativo, revimos nossa posição e conversamos com o atual presidente e ele terminou sendo eleito pelo voto dos 24 deputados numa solução consensual.

MF – Houve influência do governador?

AD – Não houve influência externa. O Poder Legislativo sempre preza por sua indepedência. Ele foi eleito pelo voto consciente dos deputados que em sua maioria acha que ele está preparado e desempenha um bom papel a frente do poder legislativo.

MF – O senhor chegou atrasado na sessão de hoje?

AD – Não, eu estava no gabinete conversando com alguns colegas e pessoas da região do Seridó, prefeitos, amigos e vereadores, e não fizemos o pronunciamento que íamos fazer, mas ocuparemos o plenário na próxima sessão para abordar a violência que tem acompanhado o povo, fizemos um estudo que mostra a marginalidade e homicídios. O Governo do Estado tem que dar prioridade a programas de combate a violência e ao aumento de crimilidade.

MF – O senhor está aprovando as primeiras ações do governo na segurança?

AD – Eu acho que o governo precisa de um tempo para elaborar sua forma de agir e atuar, para que todas as secretarias tenham tempo para conhecer todos os casos, quais as reais necessidades de investimento. Não acho que seja um bom momento para avaliar essa situação, mas sei da competência do governador, acredito que ele fará um bom governo.

MF – O senhor tem acompanhado as ações da secretária Kalina Leite?

AD – Kalina Leite, como os outros secretários, ainda estão se inteirando da real situação do estado. Mas tenho conhecimento que ela está disposta a pedir ao governador e viabilizar, por meio de recursos próprios do Estado e com recursos que ela vai buscar a nível federal, de alocar um volume importante de recursos na segurança, sendo hoje uma das grandes preocupações do atual governo, pois isso que tem preocupado a todos nós: a insegurança, intranquilidade, o aumento da violência, sendo uma realidade que tem aumentado assustadoramente em nosso Estado.

MF – O mandato do senhor vai ter um foco em alguma área específica?

AD – Segurança, Educação e Saúde serão os três focos que devemos voltar nossa atenção e dar prioridade do nosso mandato nesses próximos 4 anos no poder legislativo.

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Assembleia Legislativa reafirma apoio a projetos para micro e pequenas empresas‏

Foto: Assessoria
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O apoio às micro e pequenas empresas foi reafirmado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB) durante reunião com o superintendente do Sebrae, Zeca Melo e o presidente do Conselho Deliberativo, José Vieira na manhã desta terça-feira (3).

“A Assembleia Legislativa está de portas abertas para dialogar, ajudar e reforçar a parceria já existente com as micro e pequenas empresas e com a cadeia produtiva do Rio Grande do Norte”, afirmou Ezequiel Ferreira.

Os projetos de apoio ao desenvolvimento das empresas e das cadeias produtivas estiveram em pauta durante a reunião, entre eles a retomada do debate sobre a existência de uma Frente Parlamentar de apoio à micro e pequena empresa e uma parceria da Assembleia no apoio ao Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. O Prêmio é concedido a cada dois anos aos gestores municipais que tenham implantado projetos com resultados comprovados no setor econômico do social do município.

Assuntos relacionados ao licenciamento ambiental eletrônico, vigilância sanitária e ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (COSIP) do Rio Grande do Norte também foram abordados. “O Sebrae vem pedir uma atenção especial da Casa Legislativa para esses assuntos”, disse Zeca Melo.

Os deputados Hermano Morais (PMDB), Galeno Torquato (PSD), Carlos Augusto Maia (PTB) e George Soares (PR) também participaram do encontro.

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Sinal Fechado: Fátima Bezerra fala da situação de Agripino e cobra rigor nas investigações

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Falando abertamente sobre as investigações da operação Sinal Fechado, a senadora Fátima Bezerra espera que o senador José Agripino, envolvido por meio do delator, haja da mesma forma que se comportou na operação Lava Jato: “o senador que faz tantas considerações sobre a delação premiada, usando sua forma apressada para julgar e condenar, ele agora se ver numa situação onde o nome dele aparece envolvido fruto de uma delação”. Ela ainda espera que ele fale para a sociedade sobre seu envolvimento.  A senadora ainda dispara: “Quais foram os escândalos no governo deles que foram investigados? Houve presos de colarinho branco no governo deles?”

Márlio Forte – Como estão as investigações da operação Sinal Fechado?

Fátima Bezerra – O Procurador Geral da República (PGR) , diante da denúncia feita pelo George Olímpio, solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura do inquérito. Estamos aguardando, pois o pedido tem como relatora a ministra Carmem Lúcia. A expectativa da sociedade e de todos nós é que o processo seja instaurado, pois já se foi o tempo do “engavetador geral da República”. Hoje é tempo de uma Procuradoria que atua de forma republicana. Os 12 anos de governo Lula e Dilma a figura do engavetador ficou para trás, hoje se aperfeiçoou os mecanismos de investigação e de controle social. O fato é que temos as investigações funcionando com as prerrogativas que são cabíveis, esperamos que o processo seja instaurado e que o senador [José Agripino] tenha o direito fazer sua defesa, coisa que ele nega aos outros. O senador fez muitos elogios ao delator na operação Lava Jato….

MF – No caso dele…

FB – No caso dele esperamos que ele entenda que o caminho é uma investigação com toda a profundidade, seriedade e transparência que o caso requer. Repito, para que ele tenha direito a uma ampla defesa. Eu não to falando aqui de uma condenação, mas sim de uma denúncia, não sou juíza e isso é competência do judiciário, mas repito, o senador que faz tantas considerações sobre a delação premiada, usando sua forma apressada para julgar e condenar, ele agora se ver numa situação onde o nome dele aparece envolvido fruto de uma delação premiada, mas é como disse eu não vou usar a mesma régua que ele usa não, de julgar e condenar. O que nós queremos e achamos que é o dever da PGR é que seja dada a autorização para abertura de inquérito inclusive para dar direito a ampla defesa. O episódio precisa ser esclarecido e o senador não se pronunciou diante a sociedade. Vamos aguardar o processo pois o caminho para a verdade vir a tona é a investigação, com transparência e toda a profundidade. No final, que for inocente será inocentado e quem for culpado cumprirá com os rigores da lei.

MF – O sinal vai fechar para a corrupção no governo Dilma?

FB – É inegável que nesses últimos 12 anos temos um combate a corrupção e a impunidade. O que aumentou nesses anos foi o combate a corrupção, derivado de um novo tempo, com as investigações, mecanismos de busca que se aperfeiçoaram, nisso vemos o papel do PGR, da Controladoria,  todos com autonomia, diferentemente do governo passado. Eles jogavam para debaixo do tapete, sem credibilidade e moral pela oposição conservadora, leia-se PSDB e DEM, em criticar o Partido dos Trabalhadores. Não identificamos credibilidade pois quando eles tiveram a oportunidade de fazer enquanto governo foram coniventes com a corrupção e impunidade. Pergunto a você: quais foram os escândalos no governo deles que foram investigados?  Houve presos de colarinho branco no governo deles? Muito pelo contrário, você teve o escândalo da reeleição, com farta documentação, tudo isso para que Fernando Henrique fosse reeleito na época, teve o escândalo das privatizações da telecomunicações, escândalo da Vale do Rio Doce. Por isso que defendemos, de forma serena, aqueles que querem mostra-se como uma reserva moral da sociedade devemos ter paciência, pois quando eles tiveram no governo, com atitudes de viessem com atitudes de combate, vieram com ações de conivência, pois tudo ficava debaixo dos tapetes. Esperamos que não haja privilégios, delação seletiva, que a lei seja para todos, pois o meu partido diz que for encontrada a culpa de algum filiado for comprovada desliga-se do partido, não dá pra gente ficar assistindo acusações sem provas.

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