Dilma critica Levy e diz que sua declaração foi “infeliz”

Informações: Folha de S. Paulo
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A presidente Dilma Rousseff classificou de “infeliz” a declaração do ministro da Fazenda sobre a desoneração da folha de pagamentos.

Ao anunciar as mudanças no benefício na sexta-feira (27), Joaquim Levy havia dito que o mecanismo, implantado e ampliado ao longo do primeiro mandato de Dilma, era “muito grosseiro” e não criava ou protegia empregos.

Questionada neste sábado (28), em viagem ao Uruguai, a presidente condenou a atitude do ministro. “Eu acredito que a desoneração da folha foi importantíssima e continua sendo. Se não fosse importante, nós tínhamos eliminado e simplesmente abandonado. Acho que o ministro foi infeliz no uso do adjetivo”, disse.

Dilma ainda tentou amenizar a reprimenda ao dizer que o ministro está comprometido com a “melhoria das condições fiscais do país”. É a primeira vez que Levy, escalado para conduzir o ajuste fiscal na economia, é criticado publicamente por Dilma.

Na sexta, assessores presidenciais já afirmavam nos bastidores que o ministro contrariara a orientação de não apontar erros passados.

Os comentários de Levy foram feitos durante a divulgação do segundo pacote de medidas de austeridade de sua gestão, iniciada em janeiro. A pasta anunciou a redução do benefício fiscal sobre a folha de pagamentos e corte na alíquota do Reintegra, que concede créditos tributários aos exportadores. Ambos os programas foram criados pelo governo Dilma.

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Lava Jato trava concessões de aeroportos

Informações: 24/7
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A operação Lava Jato, que pode gerar cerca de 100 mil demissões pelo Brasil, já reflete sobre as concessões de aeroportos. Prevista para este ano, a terceira fase do programa, que tem os terminais de Salvador e de Porto Alegre à espera, está parada.

Nas duas primeiras etapas, ocorridas entre 2012 e 2013, Odebrecht, UTC, OAS, Engevix e Camargo Corrêa, principais investigadas na operação, tiveram papel central na formação dos consórcios pelos aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Brasília, Galeão e Confins.

Atualmente, essas empresas acumulam dívidas que superam os R$ 130 bilhões e correm o risco de serem declaradas inidôneas – o que descartaria novos contratos públicos.

“Talvez não se consiga fazer o pregão neste ano. O mercado não está bom para entrar com expectativas muito altas”, admite o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha.

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Bresser: Ricos nutrem ódio do PT

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Para o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, ministro nos governos José Sarney e FHC, o ódio da burguesia ao PT decorre do fato de o governo defender os pobres.

Segundo ele, o governo quase ‘triunfal’ de Lula desmoronou nos dois últimos anos do governo Dilma: “O motivo principal foi que o desenvolvimento não veio. De repente, voltamos a crescer 1%. Houve erros nos preços da Petrobras e na energia elétrica. E o mensalão. Aí os economistas liberais começaram a falar forte e bravos novamente”, afirma em entrevista à ‘Folha de S. Paulo’. “O pacto político nacional-popular… Vupt! Evaporou-se. A burguesia voltou a se unificar”.

Bresser-Pereira diz, no entanto, que esse clima de ódio, essa insistência de falar de impeachment, não vai florescer. “A democracia está consolidada e todos ganham com ela, ricos e pobres. O Brasil só se desenvolve quando tem uma estratégia nacional de desenvolvimento”, garante.

De acordo com o economista, a presidente Dilma Rousseff agora está na direção certa, com o pacote de ajustes de Joaquim Levy. No entanto, afirma que, enquanto houver política de controle da inflação por meio de câmbio e política de crescimento com poupança externa e âncora cambial, não há santo que faça o país crescer. “Juros altos só se justificam pelo poder dos rentistas e do sistema financeiro. Falar em taxa alta para controlar inflação não tem sentido”.

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