Justina Iva destaca avanços e metas da educação natalense

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Com um expediente diário que ultrapassa às 10 horas de serviço, Justina Iva conhece bem a educação natalense. Titular da Secretaria Municipal de Educação há dois anos, Justina conversa com o Blog Márlio Forte sobre suas metas e ações desenvolvidas enquanto secretária. Para ela “o sindicato divulga algumas inverdades” e lamenta pela mídia não ceder o mesmo espaço para as notícias positivas da SME. A entrevista aconteceu em meio ao encontro de corais musicais do município.

Márlio Forte – O que significa para nossa cidade o 20º Encontro de Corais da Cidade do Natal e o 12º Encontro Nacional de Coros em Natal?

Justina Iva – É um evento importante, faz parte das festividades do Natal em Natal, e é emocionante. Em todas as noites, muita alegria e muita emoção, o que alimenta a alma, pois saímos todos renovados. A música é uma coisa fantástica, e para Natal, para a Prefeitura, há 20 anos fazendo este evento , com acesso livre para as pessoas, é motivo de muita alegria, 20 anos de encontro de corais em Natal e 12 anos do encontro nacional de coros em nossa cidade.

MF – Como foi realizada a divulgação deste evento?

JI – A divulgação contou com a participação de todos os envolvidos. Nossas coralistas divulgaram nas escolas, por meio de entrevistas que foram dadas, a mídia tem aberto alguns espaços, timidamente, e convites foram enviados para as pessoas, secretários, gestores, profissionais da educação e outras entidades. Quem vem é porque gosta da música e quem gosta e não vem não sabe o que perde.

MF – Mudando de assunto, como está sendo o trabalho feito na pasta da educação no município?

JI – Temos avançado muito, nos surpreendendo com o quanto avançamos. É uma equipe que, em média, trabalha 10 horas por dia. Tivemos a liberdade de escolher nossos assessores diretos, um ato de generosidade e sabedoria do prefeito Carlos Eduardo, como ele mesmo diz: “não fazemos nada sozinhos.” Para ser gestor é necessário ter pessoas de confiança e competentes, formando um trio, compromisso, competência e confiança. Então temos essa equipe e o apoio de Carlos Eduardo, que neste segundo ano de governo ampliou para 30% o valor da receita do município para educação, o que devia está acontecendo desde 2011 mas a gestão passada não cumpriu isto, o que estava previsto no Plano Municipal de Educação, em 2013 não pudemos fazer isso pois já encontramos um orçamento aprovado, mas estamos trabalhando com uma gestão plena. Com isso já avançamos, hoje são mais de 30 quadras esportivas cobertas foram construídas ou refeitas, mais de 120 escolas passaram por manutenção física, 5 centros de educação infantil e uma escola de ensino de ensino fundamental construídas e 6 outras estão em construção, direitos dos professores que estavam represados foram negociados e as dívidas pagas, em todo o mês de janeiro os professores tem sua correção salarial, a cada 100 reais gastos em merenda escolar, 65 são de comerciantes de Natal, a Fundação Ayrton Senna quer trabalhar conosco para corrigirmos os fluxos dos alunos que estão com distorção em relação a idade-série, muitas ações estão sendo feitas.

MF – Qual meta a senhora quer alcançar na Secretaria Municipal de Educação?

JI – O plano de universalização do atendimento a educação infantil, que é uma meta do Plano Nacional de Educação. Com ele será obrigatório, a partir de 2016, coloca toda criança de 4 a 5 anos de idade na escola. Outra meta é melhorar o Ideb da rede municipal de ensino.

MF – Existem muitas queixas em relação à educação municipal. Apesar de tanta coisa sendo feita, não está na mídia, nos jornais, blogs essas ações. Como a senhora ver essa situação?

JI – Nós gostaríamos de ter o mesmo espaço na mídia que o sindicato tem, pois o sindicato divulga algumas inverdades, cria na categoria um estado de desanimo, não fazendo com que chegue a eles nossas ações. O sindicato tem um programa de televisão toda semana, um boletim que eles podem divulgar para a classe as notícias dele, coisa que não temos recursos para isso, então precisamos de um apoio da mídia para divulgarmos, não como promoção pessoal,mas como prestação de contas e divulgar o que está sendo feito, pois é um dever nosso, do Estado. Trabalhamos mais de 10h por dia, chegamos as 8h e saímos só depois das 18h, num esforço muito grande, e nos sentimos injustiçados por aqueles que só apontam as falhas e erros do nosso trabalho.

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