Hermano fará oposição “vigilante e construtiva” ao novo governo

Reeleito com 60.813, o deputado Hermano Morais começará 2015 na bancada oposicionista do Palácio José Augusto. Observador dos rumos políticos, Hermano conta como estão às negociações para à presidência da AL: “não pode haver interferência externa”. O peemedebista também revela que ainda não desistiu de ser prefeito de Natal.

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Márlio Forte – Como está sendo o processo sucessório da presidência na Assembléia Legislativa?

Hermano Morais – Estão apenas no início, depois das eleições estaduais, conversas preliminares se iniciaram e alguns já colocam seus nomes para analise dos demais [deputados]. Temos uma configuração que propõe a continuação, mas é natural que nos novos também queriam se manifestarem, mas é bom lembrar que a eleição será somente em primeiro de fevereiro, até lá conseguiremos construir uma chapa de consenso, já que existe vários cargos na mesa, ou será na disputa de várias,o que é natural neste processo.

MF – O senhor espera interferência do poder executivo?

HM – Espero que não, pois não pode haver interferência externa, mas não quero desconhecer o interesse dos executivo em influenciar essa escolha, dentro do que o governo acha por bem. Quero que as eleições sejam realizadas dentro dos interesses da Casa.

MF – Cerca de 18 deputados já mostram-se dispostos a fazer parte no bloco do governador eleito. Como o senhor enxergar essa composição?

HM – É uma especulação, pois o que se tem como certo são oito deputados, da coligação do governador vitorioso, mais dois colegas que mudaram seu apoio no segundo turno, mas desse numero eu não tenho esse conhecimento, só posso responder pelo meu posicionamento, que é de oposição.

MF – O principio básico da política é a mudança. O senhor pode mudar seu lado e apoiar Robinson Faria?

HM – A política é dinâmica, mas temos que respeitar as nossas posições. Sempre tivemos uma oposição antagônica, apoiei Henrique Alves e vejo que hoje configuro na oposição, mas os projetos de interesse do potiguar, que traga avanços ao povo, eu posso votar, coincidindo com a opinião do governo , mas o que não concordar serei crítico. Estarei na oposição da vigilância, observando os passos do novo governo. Queremos ter uma oposição vigilante e construtiva, que apresente sugestões que possa melhorar o governo do RN, já que passa por um momento tão ruim, não só em relação ao serviços sociais, mas na capacidade de investimento.

MF – O senhor ainda gostaria de ser prefeito de Natal?

HM – Tenho sim essa vontade, meu nome ainda está disponível. Depois de 20 anos o PMDB voltou a ter um candidato próprio na disputa. Eu tinha apenas 3% de intenção de voto e chegamos ao segundo turno quase a metade dos votos. Se for desejo do partido, daqui a dois anos, meu nome estará disponível para uma nova disputa.

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