Dácio Galvão: “Precisamos de uma mídia que divulgue mais os eventos públicos”

Secretário de Cultura de Natal (Secult), Dácio Galvão abre a série de entrevistas com personalidades do mundo político, cultural, social e literário do nosso estado aqui no blog do Márlio Forte. Sempre num tom informativo, veremos boas conversas com nossos entrevistados.

Empossado secretário no último mês de setembro, Dácio fala sobre o público do Festival Literário de Natal (Flin) e mostra sua visão sobre a cobertura da mídia nos eventos culturais.

Márlio Forte – A Prefeitura Municipal de Natal investiu no Flin, mas não contou com um número de participantes expressivos nos dias da feira. Como a Secretaria de Cultura encara isso, tendo em vista o público escasso?

Dácio, Titina, César e Carlos Eduardo
Dácio, Titina, César e Carlos Eduardo

Dácio Galvão – O investimento é imensurável em relação ao conteúdo, mesmo que possa ser em termos financeiros. O Flin teve uma participação mais considerável do público durante os dias da semana, como na ocasião do projeto voltado para as crianças, com a contribuição da Adriana Calcanhoto, que apresenta textos dos clássicos mundiais direcionando para a música. Lembro também que a Secretaria Municipal de Educação trouxe grande parte dos seus alunos para as rodas de debates enriquecendo o conhecimento que pode ser adquirido na feira.

MF – Mas a expectativa não seria de mais público? Natal não estaria preparada para este tipo de evento?

DG – É uma situação que necessitaria de ser vista por vários viesses para ser discutida. Temos um vasto conteúdo para ser aplicado, mas necessitamos de uma mídia mais esclarecida, mas específica. Quando, por exemplo, falamos do Natal em Natal estamos diante de um evento com vários segmentos, como a gastronomia, dramaturgia, música, artesanato, artes visuais, todos esses carecem de uma midiatização mais específica para que sua abrangência seja melhor.

MF – O que deve ser feito para atrair esse público?

DG – A Secretaria de Cultura juntamente com a PMN está fazendo tudo o que é necessário para melhorar a visibilidade e conteúdos dessas atrações. Nosso dever de casa é observar o processo formativo de todos os segmentos envolvidos. Nós devemos fazer uma política pública para esse tipo de divulgação. A disseminação é um trabalho coletivo de várias pastas.

MF – Carlos Eduardo sempre questiona que a mídia está em outros locais e não onde acontece eventos culturais em nossa capital, deixando de por em evidência esses eventos, como o Flin. O que você tem a dizer sobre esse protesto?

DG – Não quis falar da mídia de forma ampla, mas a mídia institucionalizada, pois é preciso reconhecer que os meios de comunicação deviam divulgar mais os eventos que partem do setor público, afinal é um investimento público do contribuinte para que ele possa receber de volta seu imposto por meio da cultura.

Um comentário em “Dácio Galvão: “Precisamos de uma mídia que divulgue mais os eventos públicos”

  1. Oi Márlio,
    Sugiro ao secretário Dácio que analise a possibilidade de mudar o endereço da Flin. A Ribeira é um bairro simpático e precisa ser revitalizado, mas nada convidativo para se encarar nesses tempos bicudos de falta de segurança.
    A Universidade seria o fórum mais apropriado para discutir literatura, inclusive com um público cativo.
    Fica a dica para discussão.
    abraços
    Rosalie

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