Pagamento de inativos sairá amanhã (11)

Outubro ainda não chegou ao fim para muitos servidores estaduais. A folha de pagamento do mês passado ainda não foi totalmente creditada, falta o salário de 14.704 inativos do Governo do Estado. Previsto para hoje, o pagamento ficou para amanhã. O motivo foi simples: “Não tinha dinheiro para pagar”, segundo o secretário Obery Rodrigues, responsável pelo Planejamento e Finanças do RN.

Em entrevista a Tribuna do Norte, o secretário confirmou que o salário vai entrar amanhã em função da entrada de uma receita prevista de imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação (ICMS).

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Candidato à presidência da Câmara enfrentará divisão no PR

A sucessão de Henrique Alves

EduardoCunha

Com informações da Folha de São Paulo

Favorito para a disputa pela Presidência da Câmara em 2015, o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), pode enfrentar um racha no PR, um de seus principais aliados. Parlamentares da bancada PR discutem uma reaproximação com o Palácio do Planalto e, como consequência, a saída do blocão da Câmara, que é comandado pelo peemedebista que enfrenta resistência do governo para comandar a Casa.

O racha no PR é motivado pela expectativa da reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff para o seu segundo mandato. Parte dos deputados avalia que o entendimento com Cunha enfraquece o partido para a definição de espaço na Esplanada dos Ministérios. Os deputados da legenda se reúnem na noite desta terça (11) num jantar para discutir uma posição para a sucessão no comando da Câmara. As tratativas com Cunha estavam sendo encaminhadas pelo líder da bancada, Bernardo Vasconcelos (MG), que não estará na Câmara no ano que vem. Cotado para retomar a liderança da bancada em 2015, o deputado Lincoln Portela (MG) disse que não há consenso no partido.

A estratégia do peemedebista continua sendo uma ação para isolar o PT aproveitando o desgaste do partido com os demais diante da defesa do governo Dilma e de matérias contrárias ao interesse da Casa. Incomodado com a ação do PMDB, o PT decidiu lançar candidato próprio para a disputar a Presidência da Casa. O nome deve ser discutido nesta quinta-feira (14) num seminário com ministros e deputados do partido.

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Dácio Galvão: “Precisamos de uma mídia que divulgue mais os eventos públicos”

Secretário de Cultura de Natal (Secult), Dácio Galvão abre a série de entrevistas com personalidades do mundo político, cultural, social e literário do nosso estado aqui no blog do Márlio Forte. Sempre num tom informativo, veremos boas conversas com nossos entrevistados.

Empossado secretário no último mês de setembro, Dácio fala sobre o público do Festival Literário de Natal (Flin) e mostra sua visão sobre a cobertura da mídia nos eventos culturais.

Márlio Forte – A Prefeitura Municipal de Natal investiu no Flin, mas não contou com um número de participantes expressivos nos dias da feira. Como a Secretaria de Cultura encara isso, tendo em vista o público escasso?

Dácio, Titina, César e Carlos Eduardo
Dácio, Titina, César e Carlos Eduardo

Dácio Galvão – O investimento é imensurável em relação ao conteúdo, mesmo que possa ser em termos financeiros. O Flin teve uma participação mais considerável do público durante os dias da semana, como na ocasião do projeto voltado para as crianças, com a contribuição da Adriana Calcanhoto, que apresenta textos dos clássicos mundiais direcionando para a música. Lembro também que a Secretaria Municipal de Educação trouxe grande parte dos seus alunos para as rodas de debates enriquecendo o conhecimento que pode ser adquirido na feira.

MF – Mas a expectativa não seria de mais público? Natal não estaria preparada para este tipo de evento?

DG – É uma situação que necessitaria de ser vista por vários viesses para ser discutida. Temos um vasto conteúdo para ser aplicado, mas necessitamos de uma mídia mais esclarecida, mas específica. Quando, por exemplo, falamos do Natal em Natal estamos diante de um evento com vários segmentos, como a gastronomia, dramaturgia, música, artesanato, artes visuais, todos esses carecem de uma midiatização mais específica para que sua abrangência seja melhor.

MF – O que deve ser feito para atrair esse público?

DG – A Secretaria de Cultura juntamente com a PMN está fazendo tudo o que é necessário para melhorar a visibilidade e conteúdos dessas atrações. Nosso dever de casa é observar o processo formativo de todos os segmentos envolvidos. Nós devemos fazer uma política pública para esse tipo de divulgação. A disseminação é um trabalho coletivo de várias pastas.

MF – Carlos Eduardo sempre questiona que a mídia está em outros locais e não onde acontece eventos culturais em nossa capital, deixando de por em evidência esses eventos, como o Flin. O que você tem a dizer sobre esse protesto?

DG – Não quis falar da mídia de forma ampla, mas a mídia institucionalizada, pois é preciso reconhecer que os meios de comunicação deviam divulgar mais os eventos que partem do setor público, afinal é um investimento público do contribuinte para que ele possa receber de volta seu imposto por meio da cultura.

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